Ontem vivenciei um momento bem bacana. Aliás, dois, mas um foi bem pessoal!
Na novela das oito horas, Amor à Vida, em uma das cenas a jovem Linda, uma altista, aprendendo a cozinhar, amedronta-se com o barulho do liquidificador e, calmamente, seu amigo apaixonado a ensina a dominar o medo e controlar o liquidificador. Ele mostra a ela que é ela que comanda o aparelho, e não ao contrário.
De desesperada, gradualmente ela vai ambientando-se, aproximando-se, vai adquirindo competência para controlar o aparelho e na medida em que vai ganhando confiança, aprimora as habilidades para impor-se sobre o barulhento aparelho que até então lhe assombrava.
Esta cena, embora extraída de um folhetim de novela, é uma aula de competências que vão sendo aprendidas e habilidades que vão sendo dominadas. A cena, para um analista, demonstra o processo de aprendizagem e como o conhecimento de competências específicas permite a gestão de habilidades múltiplas.
Neste contexto, podemos relembrar Paulo Freire, pelo menos eu lembro, afirmando que: “O conhecimento deve-se constituir numa ferramenta essencial para intervir no mundo. Conhecer é descobrir e construir e não copiar, como na pedagogia dos conteúdos. A educação não pode ser orientada pelo paradigma de uma empresa, que dá ênfase apenas à eficiência. Este paradigma ignora o ser humano. Segundo os construtivistas, aprende-se quando se quer aprender e só se aprende o que é significativo”.
Pense nisso, para agir com pertinência. Aprendendo com a novela das oito!
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terça-feira, 10 de dezembro de 2013
terça-feira, 26 de novembro de 2013
A racionalidade animal…
Nós temos em nossa família dois “cãozinhos”, são o Ody e a Mag, nossos “netos”. Neste post, vou tratar da dona Mag, que tem particularidades que precisam ser analisadas.
A Mag trata-se de uma "cachorrinha” Américan Staffordshire Terrier, de um ano e três meses. Acontece que seu espírito é de Poodle.
Na verdade, ela pertence aos nosso Projeto de genro (agora, já que atrasei esta postagem, confirmado oficialmente desde o último fim de semana como noivo) e à nossa filha. Mas a Mag vive, por circunstância da avó, que não permite que a levem, afinal, podem não tratá-la como uma Américan. Até porque fazem parte dos mimos comuns à dona Mag, às vezes, dormir conosco ou outras vezes em sua casinha, que fica posicionada na Edícula, protegida das intempéries e com vista privilegiada de diversos ambientes de nossa casa, ou seja, como se estivesse em seu quarto privativo.
Quando eu passo entre os carros na garagem ou pelas portas da sala e vejo a Mag, meiga, a descansar em sua casinha, me pego a pensar: tadinha, ali sozinha e sem companhia. Ela deve ficar triste em nos ver aqui dentro e ela presa na rua.
Então…
Neste último fim de semana, ao amanhecer, após colocá-la no lado de fora, afinal, com a tormenta que fez durante toda noite, ela precisava dormir com os “avós”, me peguei a pensar invertido: o que será que a Mag, ao nos ver “presos” aqui dentro, fica a pensar de nós? Possivelmente ela pense: coitados, presos ai dentro, sozinhos e sem a minha companhia. Eles devem ficar tristes em me ver aqui, livre e eles presos ali dentro.
Enfim, os animaizinhos de estimação têm sentimentos e parecem ter inteligência.
Pois é, quem entre estes personagens é o mais triste?
Quem está certo ao pensar as mesmas coisas: eu ou a pequena Mag?
O fato é que nossa racionalidade de seres humanos, teoricamente os únicos animais que desenvolvem a capacidade de pensar racionalmente, perdemos com o tempo a sensibilidade de compreender a natureza das coisas e da vida.
Nós, em geral, nos distanciamos das coisas que nos são essenciais, atribuindo maior valor a coisas muitas vezes supérfluas porque nos agregam valores, que muitas vezes são subliminares. Esta realidade, característica, dos seres humanos, talvez possa, a partir de uma lógica natural, ser contestada e questionada de forma muito parecida com a que fez a dona Mag ao entristecer-se por nos ver presos dentro de casa, após o temporal.
Aliás, como diz a dona Mara (avó da Mag): … olha só, ela só falta falar. Com vocês é claro!.
A Mag trata-se de uma "cachorrinha” Américan Staffordshire Terrier, de um ano e três meses. Acontece que seu espírito é de Poodle.
Na verdade, ela pertence aos nosso Projeto de genro (agora, já que atrasei esta postagem, confirmado oficialmente desde o último fim de semana como noivo) e à nossa filha. Mas a Mag vive, por circunstância da avó, que não permite que a levem, afinal, podem não tratá-la como uma Américan. Até porque fazem parte dos mimos comuns à dona Mag, às vezes, dormir conosco ou outras vezes em sua casinha, que fica posicionada na Edícula, protegida das intempéries e com vista privilegiada de diversos ambientes de nossa casa, ou seja, como se estivesse em seu quarto privativo.
Quando eu passo entre os carros na garagem ou pelas portas da sala e vejo a Mag, meiga, a descansar em sua casinha, me pego a pensar: tadinha, ali sozinha e sem companhia. Ela deve ficar triste em nos ver aqui dentro e ela presa na rua.
Então…
Neste último fim de semana, ao amanhecer, após colocá-la no lado de fora, afinal, com a tormenta que fez durante toda noite, ela precisava dormir com os “avós”, me peguei a pensar invertido: o que será que a Mag, ao nos ver “presos” aqui dentro, fica a pensar de nós? Possivelmente ela pense: coitados, presos ai dentro, sozinhos e sem a minha companhia. Eles devem ficar tristes em me ver aqui, livre e eles presos ali dentro.
Enfim, os animaizinhos de estimação têm sentimentos e parecem ter inteligência.
Pois é, quem entre estes personagens é o mais triste?
Quem está certo ao pensar as mesmas coisas: eu ou a pequena Mag?
O fato é que nossa racionalidade de seres humanos, teoricamente os únicos animais que desenvolvem a capacidade de pensar racionalmente, perdemos com o tempo a sensibilidade de compreender a natureza das coisas e da vida.
Nós, em geral, nos distanciamos das coisas que nos são essenciais, atribuindo maior valor a coisas muitas vezes supérfluas porque nos agregam valores, que muitas vezes são subliminares. Esta realidade, característica, dos seres humanos, talvez possa, a partir de uma lógica natural, ser contestada e questionada de forma muito parecida com a que fez a dona Mag ao entristecer-se por nos ver presos dentro de casa, após o temporal.
Aliás, como diz a dona Mara (avó da Mag): … olha só, ela só falta falar. Com vocês é claro!.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Estratégias para o modal ferroviário
Os trechos de linhas para trens regionais no Brasil, potencialmente estratégicos, estão contido no Planos de Revitalização de Ferrovias do Governo Federal, através do Projeto Trens Regionais.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), avalia que trechos regionais podem proporcionar acelerador de indução ao desenvolvimento para as regiões onde eles estiverem instalados e por isso, está providenciando os estudos de viabilidade técnica, econômica, ambiental e jurídico para utilização de linhas de trens regionais para o transporte intermunicipal de passageiros.
A ideia, para a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros Sobre Trilhos (ANPTrilhos), é que no estudo estejam indicadas as ações necessárias entre os diversos atores nas esferas de governo, iniciativa privada, instituições de financiamento e agências competentes.
Entre os 14 trechos pré-selecionados para a elaboração dos estudos de viabilidade, não consta o trecho que compreende a Ferrovia Litorânea, portanto, nem o corredor portuário catarinense, o que por si só, já deveria ser um sinal de alerta e mobilização à categoria política com representação nas esferas de poder municipal, regional, estadual e federal, no Congresso Nacional.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), avalia que trechos regionais podem proporcionar acelerador de indução ao desenvolvimento para as regiões onde eles estiverem instalados e por isso, está providenciando os estudos de viabilidade técnica, econômica, ambiental e jurídico para utilização de linhas de trens regionais para o transporte intermunicipal de passageiros.
A ideia, para a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros Sobre Trilhos (ANPTrilhos), é que no estudo estejam indicadas as ações necessárias entre os diversos atores nas esferas de governo, iniciativa privada, instituições de financiamento e agências competentes.
Entre os 14 trechos pré-selecionados para a elaboração dos estudos de viabilidade, não consta o trecho que compreende a Ferrovia Litorânea, portanto, nem o corredor portuário catarinense, o que por si só, já deveria ser um sinal de alerta e mobilização à categoria política com representação nas esferas de poder municipal, regional, estadual e federal, no Congresso Nacional.
|
Estado
|
Trecho
|
Quilometragem
|
|
SE
|
São
Cristóvão - Aracajú – Laranjeiras
|
40
km
|
|
PR
|
Londrina
- Maringá
|
122
km
|
|
RS
|
Bento
Gonçalves - Caxias do Sul
|
65
km
|
|
PE
|
Recife
- Caruaru
|
139
km
|
|
RJ
|
Campos
- Macaé
|
94
km
|
|
MG
|
Belo
Horizonte - Ouro Preto / Cons. Lafaiete
|
149
km
|
|
SC
|
Itajaí
- Blumenau - Rio do Sul
|
146
km
|
|
RS
|
Pelotas
- Rio Grande
|
52
km
|
|
SP
|
Campinas
- Araraquara
|
192
km
|
|
RJ
|
Santa
Cruz - Mangaratiba
|
49
km
|
|
MG
|
Bocaiúva
- Montes Claros - Janaúba
|
217
km
|
|
SP
|
São
Paulo - Itapetininga
|
199
km
|
|
BA
|
Conceição
da Feira - Salvador - Alagoinhas
|
238
km
|
|
MA/PI
|
Codó
– Teresina - Altos
|
205
km
|
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Assédio ao trabalho
Recebi de uma amiga, dedicada trabalhadora da educação e estudiosa das relações pessoais, o pensamento que entendi ser adequado ao compartilhamento neste nosso ambiente de compartilhamento.
“A violência no trabalho, no entanto, ao exaurir, em plenitude, a finalidade humanizadora dessa atividade, aniquila-lhe o significado de garantia de reconhecimento de uma posição social e jurídica, revelada num espaço de conquista e exercício de cidadania.
A atual organização do trabalho impõe novos riscos aos trabalhadores, o que gera distúrbios mentais e psíquicos, explicitados na pressão e opressão para produzir e ultrapassar as metas pré-determinadas. Aos trabalhadores é exigido ritmo intenso em jornadas prolongadas; fazer mais com menos pessoas e em ambiente de competitividade acentuada.
Para garantir o emprego, nesse contexto mutante, o empregado tem que se esforçar de diversas formas: buscar qualificação, mostrar resultados, apresentar um bom relacionamento interpessoal, dentre outros desafios. No entanto, há ocasiões em que ele se sujeita a situações constrangedoras, antiéticas, antiprofissionais e que vão contra seus valores mais intrínsecos e básicos para conseguir se manter vinculado formalmente a uma organização. Se essa situação se torna constante e recorrente, podemos denominá-la de assédio moral.”
Deste artigo, fica a reflexão pessoal, para qual gostaria de ter a complementação de cada colega, de cada estudante de meu grupo de estudos em gestão de micro e pequenas empresas, do grupo de pesquisa em desenvolvimento regional e de cada visitante a este nosso ambiente.
“A violência no trabalho, no entanto, ao exaurir, em plenitude, a finalidade humanizadora dessa atividade, aniquila-lhe o significado de garantia de reconhecimento de uma posição social e jurídica, revelada num espaço de conquista e exercício de cidadania.
A atual organização do trabalho impõe novos riscos aos trabalhadores, o que gera distúrbios mentais e psíquicos, explicitados na pressão e opressão para produzir e ultrapassar as metas pré-determinadas. Aos trabalhadores é exigido ritmo intenso em jornadas prolongadas; fazer mais com menos pessoas e em ambiente de competitividade acentuada.
Para garantir o emprego, nesse contexto mutante, o empregado tem que se esforçar de diversas formas: buscar qualificação, mostrar resultados, apresentar um bom relacionamento interpessoal, dentre outros desafios. No entanto, há ocasiões em que ele se sujeita a situações constrangedoras, antiéticas, antiprofissionais e que vão contra seus valores mais intrínsecos e básicos para conseguir se manter vinculado formalmente a uma organização. Se essa situação se torna constante e recorrente, podemos denominá-la de assédio moral.”
Deste artigo, fica a reflexão pessoal, para qual gostaria de ter a complementação de cada colega, de cada estudante de meu grupo de estudos em gestão de micro e pequenas empresas, do grupo de pesquisa em desenvolvimento regional e de cada visitante a este nosso ambiente.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Impostos e sonegação em nossas vidas
Olá...
Estimulado por uma entrevista ao Programa Vera Mendonça, da Rádio BAND AM, além de meu sistemático acompanhamento às ações lideradas pela AJET, relacionadas ao intransigente combate aos impostos praticados no Brasil, encontrei inspiração ao post desta semana.
Não há mais novidade em afirmar que a carga tributária brasileira é incompatível com a realidade do país, que ela eleva substancialmente os custos dos produtos aqui consumidos, que contribui desfavoravelmente à inflação e ao custo de vida para aqueles que aqui vivem, que se traduz em uma fórmula mascarada de custear as operações dos governos em todas as esferas da administração pública brasileira e que, por isso, não é combatida com rigor pelas autoridades, inviabilizando a competitividade do produto brasileiro, resultado do suor e do esforço de milhares de trabalhadores e empresários por todo Brasil.
A síntese da consequência, do efeito de tudo isso na origem da produção no País é sobre o preço superior aos 50% em todos os produtos brasileiros, transferidos ao consumidor final na boca do caixa ao quitar suas faturas. Disso, todos já estamos conscientes e cansados de saber.
Pra se ter uma ideia mais precisa da dimensão sobre o que estamos aqui neste ambiente refletindo, se considerarmos a AMUREL, 15.000 empresas, faturam em impostos de ICMs, R$ 150.000.000,00 mensalmente. Este foi o dado sobre o qual me atualizei na entrevista no Programa Vera Mendonça.
O número, atualizado, é este mesmo?
É muito?
É pouco?
Não sei!
O fato é que este volume de recursos se traduz em custos adicionados ao produto final, somando-se a outros impostos municipal e federal, que se refletem no preço de produtos colocados nas prateleiras a disposição, para serem comprados por nós.
Ao empresário, incapaz de reagir isoladamente contra esta ação de governo, resta-lhe observar a competitividade de seus produtos e de sua força de produção, juntamente com as margens de lucro corroendo-se gradualmente frente a um Mercado concorrente com produtos nas mesmas condições com preços bastante inferiores, por estarem desonerados de tributos tão fortes. Como consequência, acontece em boa parte a sonegação, enfim, o peso sobre o produto final e sobre o bolso do consumidor é muito alto.
Particularmente, eu sou daqueles que resisto, ainda, aos CDs e DVDs do camelô. Não comprei vinhos ou Whisk trazidos do Paraguay ou de Jaguarão, alias, não conheço Jaguarão. Não instalei ainda a Sky Gato e não compro nem estimulo meus familiares e amigos a comprarem tênis ou roupas em “lojinhas” sem identificação de procedência de suas mercadorias. Mas até quando vou permanecer vivo, como um dinossauro, negando a diferença fundamental que este mercado gera sobre a renda da população e da família?
Na real, os impostos cobrados no Brasil, pela União, pelos Estados e nos municípios é alto e o índice de retorno sobre eles em benefício da população é muito inexpressivo. Saúde, educação, bem-estar, agricultura e mobilidade urbana, pelo volume dos impostos que recolhemos, direta ou indiretamente, precisariam ser melhor aplicados, e a sensão de retorno em benfeitorias por parte da população, de cada cidadão, precisaria ser mais compatível com os níveis destes impostos comprados, daí, talvez, houve uma compensação, pelo menos admissível, pelo custo Brasil.
E você, que compartilha com a gente deste ambiente de relacionamento, o que acha disso tudo em sua vida?
Estimulado por uma entrevista ao Programa Vera Mendonça, da Rádio BAND AM, além de meu sistemático acompanhamento às ações lideradas pela AJET, relacionadas ao intransigente combate aos impostos praticados no Brasil, encontrei inspiração ao post desta semana.
Não há mais novidade em afirmar que a carga tributária brasileira é incompatível com a realidade do país, que ela eleva substancialmente os custos dos produtos aqui consumidos, que contribui desfavoravelmente à inflação e ao custo de vida para aqueles que aqui vivem, que se traduz em uma fórmula mascarada de custear as operações dos governos em todas as esferas da administração pública brasileira e que, por isso, não é combatida com rigor pelas autoridades, inviabilizando a competitividade do produto brasileiro, resultado do suor e do esforço de milhares de trabalhadores e empresários por todo Brasil.
A síntese da consequência, do efeito de tudo isso na origem da produção no País é sobre o preço superior aos 50% em todos os produtos brasileiros, transferidos ao consumidor final na boca do caixa ao quitar suas faturas. Disso, todos já estamos conscientes e cansados de saber.
Pra se ter uma ideia mais precisa da dimensão sobre o que estamos aqui neste ambiente refletindo, se considerarmos a AMUREL, 15.000 empresas, faturam em impostos de ICMs, R$ 150.000.000,00 mensalmente. Este foi o dado sobre o qual me atualizei na entrevista no Programa Vera Mendonça.
O número, atualizado, é este mesmo?
É muito?
É pouco?
Não sei!
O fato é que este volume de recursos se traduz em custos adicionados ao produto final, somando-se a outros impostos municipal e federal, que se refletem no preço de produtos colocados nas prateleiras a disposição, para serem comprados por nós.
Ao empresário, incapaz de reagir isoladamente contra esta ação de governo, resta-lhe observar a competitividade de seus produtos e de sua força de produção, juntamente com as margens de lucro corroendo-se gradualmente frente a um Mercado concorrente com produtos nas mesmas condições com preços bastante inferiores, por estarem desonerados de tributos tão fortes. Como consequência, acontece em boa parte a sonegação, enfim, o peso sobre o produto final e sobre o bolso do consumidor é muito alto.
Particularmente, eu sou daqueles que resisto, ainda, aos CDs e DVDs do camelô. Não comprei vinhos ou Whisk trazidos do Paraguay ou de Jaguarão, alias, não conheço Jaguarão. Não instalei ainda a Sky Gato e não compro nem estimulo meus familiares e amigos a comprarem tênis ou roupas em “lojinhas” sem identificação de procedência de suas mercadorias. Mas até quando vou permanecer vivo, como um dinossauro, negando a diferença fundamental que este mercado gera sobre a renda da população e da família?
Na real, os impostos cobrados no Brasil, pela União, pelos Estados e nos municípios é alto e o índice de retorno sobre eles em benefício da população é muito inexpressivo. Saúde, educação, bem-estar, agricultura e mobilidade urbana, pelo volume dos impostos que recolhemos, direta ou indiretamente, precisariam ser melhor aplicados, e a sensão de retorno em benfeitorias por parte da população, de cada cidadão, precisaria ser mais compatível com os níveis destes impostos comprados, daí, talvez, houve uma compensação, pelo menos admissível, pelo custo Brasil.
E você, que compartilha com a gente deste ambiente de relacionamento, o que acha disso tudo em sua vida?
terça-feira, 1 de outubro de 2013
O que será do futuro da humanidade sobre o Planeta Terra?
Olá!
Vou aproveitar este fim de manhã chuvoso, enquanto aguardo o almoço que saíra dentro de uns 45 minutos, para elaborar a reflexão que marca meu retorno ao meu Blog: ideias&ideais.
Vou aproveitar a simbologia do retorno para compartilhar uma reflexão que vim fazendo durante esta semana entre um encontro e outro com diversos investidores e performadores de fundos de investimentos.
Imagina, com esta gente altamente pragmática, fiquei pensando no futuro da humanidade enquanto o pensamento hegemônico segue sendo o capital e o material.
Você já pensou, ou sabe me informar, quanto peso o nosso Planeta Terra suporta sobre si? Eu nunca ouvi falar sobre isso, mas tenho certeza que o Planeta, como todo corpo, tem um limite máximo de tolerância.
Fui mais longe em meus pensamentos.
Quanta água para consumo humano e dos seres vivos ainda temos em nossas nascentes e veios d’água?
Qual a capacidade da Terra em produzir alimentos para os seres vivos? Será infinita!
O que eu sei é que este Planeta em que vivemos e nos foi dado de graça, está completando quase 5 bilhões de anos e tem uma expectativa de vida de mais 5 bilhões.
Durante esta primeira metade da vida do Planeta, nós, Seres Humanos, apenas o agredimos, sem nos preocuparmos em preservá-lo como condição essencial à vida sobre ele.
A natureza nos foi generosa e entre os seres vivos escolheu a nós para dotar-nos de inteligência, contudo, perdemos a percepção e o tato do convívio com a natureza e com os demais Seres Vivos. Disso, decorreu nossa incapacidade de perceber que estamos destruindo as condições básicas e essenciais da vida onde vivemos, sem, contudo percebermos que estamos decretando o fim da vida, nossa e de todos os demais Seres Vivos.
Permito-me inferir que este é um fenômeno que se dá no âmbito desta sociedade capitalista e materialista, pois em breve, é possível deduzir que o acesso às condições mínimas essências à vida estarão sendo comercializadas, e o mais grave, que o acesso a estas condições, na origem universal aos seres vivos, será elitizado para além das condições de pagamento, às raças escolhidas.
Isso tudo pode ser um delírio meu? Claro, contudo, as evidências mostram que estamos, acredito que involuntariamente, caminhando cada vez mais rápido para tornar este delírio uma realidade presente em nossas vidas.
O que você acha desta viagem?
Contribua conosco neste canal.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Desafios de um legado
Olá pessoal,
No post anterior descrevemos os investimentos que o Governo de Santa Catarina está começando a fazer no Estado com recursos do Pacto por Santa Catarina: Projeto Educação.
Demonstramos que são ações estruturantes e de ajustes importantes para a consistência da estrutura e infraestrutura educacional para um Estado que é referência para o Brasil em educação de qualidade e que se propõe a transformar-se em um Estado de excelência em inovação. Isso só se dá através da educação pertinente. Aliás, termo adotado pelo reitor eleito da Unisul, professor Salésio Herdt, para orientar sua gestão.
Em um dos comentários que recebi ao post, através de diversas mídias distintas, o autor, um jovem e promissor profissional da área de tecnologia da informação (Rafael Mayer), chamou atenção para a necessária relação entre os investimentos, as tecnologias e o preparo metodológico dos professores para o uso adequado destas metodologias. Isso, sem dúvida, é essencial; e o Rafael talvez tenha abordado o fator chave de sucesso em relação aos investimentos tecnológicos em metodologias educacionais.
Associado ao comentário do Rafael, o artigo A educação no século XXI: globalização, inovação e destruição criadora, publicado no jornal O Estadão, por Newton Campos em sua coluna semanal, provocou reflexões sobre o tópico: os formatos e as metodologias do futuro, despertando-me a decisão de seguir pensando em nosso ambiente de compartilhamento de ideias&ideais, sobre o tema tecnologias e metodologias educacionais, pois se constitui em um dos assuntos essenciais ao futuro das futuras gerações desta nação e do Mundo.
Neste contexto da educação contemporânea, permeada por distintas tecnologias de comunicação, lembra Newton que a instituição de grupos de discussão sobre como deverá ocorrer a troca de conhecimento entre professores e alunos neste cenário de novas tecnologias educativas, que invade nossos lares e escolas, torna-se imprescindível que a escola e o processo de ensino aprendizagem se deem com eficácia e resolutividade.
Que conteúdo será lecionado em que formato? Para quais tipos de matéria vale a pena utilizar tecnologias móveis? Quais matérias serão mais bem compreendidas se aprendidas através de um videogame? Estas se constituem em perguntas ainda sem respostas. Contudo, são temas e situações problema relacionados ao processo educacional que estará na mesa do educador consciente, lembra e nos alerta Newton. Estes estão entre os pontos essenciais que despertamos em nosso post da semana passada e constitui-se no alerta do comentário que nosso companheiro de Blog Rafael nos chamou atenção.
Corrobora com esta situação aqui discutida, o resultado das pesquisas que indicam que, até o ano de 1990, os adultos norte-americanos conseguiam concentrar-se por até 18 minutos em uma pessoa falando ininterruptamente. Entre 1990 e o ano 2000, este tempo caiu para aproximadamente 12 minutos e atualmente esta tolerância encontra-se em apenas 8 minutos. Na média, a partir deste oitavo minuto, a audiência começa a verificar seus celulares e computadores (inclusive para procurar mais informações sobre o que está sendo exposto). Portanto, a lógica e a engenharia da “aula” precisa ser alterada substancialmente, tenha ou não o uso de tecnologias de comunicação apoiando o processo educativo nos diversos ambientes de aprendizagem.
De toda esta discussão, em parte futurista, ficam algumas certezas que impactam fortemente sobre a relação de aprendizagem entre professor e aluno:
1. A relação de aprendizagem professor e aluno precisa mutar para um processo de aprender-aprender.
2. A obrigatoriedade da presença física para que haja troca de conhecimentos deixa de ser essencial. Assume seu lugar muitos e diversificados canais de comunicação.
3. Os ambientes de aprendizagem diversificam-se e o aprendizado ganha uma nova dinâmica múltipla: encontros síncronos, presença múltipla de diversos atores, encontros on line e off line, debates, foros baseados em texto, vídeos e áudios, simuladores que misturam decisões individuais e coletivas. Em síntese, o segredo de sucesso está nas múltiplas combinações de ferramentas pedagógicas, com auxílio tecnológico. Em alguns casos, o processo de aprendizado impõe e as tecnologias permitem particularizar o processo, inclusive a avaliação processual.
O fato é que a universidade e o professor poderão adaptar a metodologia escolhida ao perfil do aluno, tornando a “aula” particular, contudo no grupo.
E você meu companheiro deste Blog, o que acha desta viagem ao futuro que nos pertence e que será a base do futuro que deixaremos para as próximas gerações?
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