Pesquisar este blog

terça-feira, 18 de março de 2014

Empreendedorismo de verão

O ano de 2013 encerrei dialogando com a AJET-TB – Associação de Jovens Empreendedores de Tubarão –SC em seu Almoço de Ideias, um evento mensal, que proporciona a todos um bom intercâmbio de ideias e informações sobre oportunidades regionais para empreenderem. Na oportunidade, refletimos sobre os obstáculos, desafios e oportunidades que a infraestrutura macro regional em instalação na região sul de Santa Catarina impõe e oportuniza.

Nestas ocasiões, procuro chamar muita atenção à importância e relevância singular que a macro logística, em instalação nesta região, uma das únicas nesta dimensão em todo Brasil (Porto em Imbituba, Aeroporto em Jaguaruna, Ferrovia Tereza Cristina interligada à malha férrea nacional, e a Rodovia BR 101 duplicada em todo seu trecho sul) pode assumir como fator indutor à promoção nesta mesorregião, se plenamente integradas entre si e aos demais fatores de geração de desenvolvimento.

É importante iniciar a compreensão da relevância disso que afirmamos, relembrando um conceito básico de potencialização das estratégias de promoção ao desenvolvimento regional. Para que o desenvolvimento se dê de forma potencializada, é fundamental:

1 - Delimitar e identificar a região geográfica sobre a qual se deseja promover os fatores de desenvolvimento. Suas características geográficas, físico-ambientais, características do solo, intensidade dos ventos, variação climática. Elas dão a noção mais exata das possibilidades e compatibilidade com a coexistência de variáveis indutoras de promoção ao desenvolvimento.

2 – Os equipamentos naturais disponíveis, grutas, rios, lagos, mar, montanhas, presença de fontes de água mineral e termo mineral, existência de sambaquis, rota de migração, enfim, todos os equipamentos que naturalmente ficam disponíveis. Estas são variáveis postas e imutáveis, por isso, assumem relevância muito expressiva na composição da estratégia de desenvolvimento.

3 – A colonização e as pessoas sobre a região e relacionando-se aos equipamentos naturais disponíveis. As características de colonização definem o perfil de produção possível. Conhecer o perfil de colonização possibilita desenhar os atributos de competências e habilidades normais associados aos fatores de produção.

4 – A associação dos itens anteriores (delimitação da região geográfica, equipamentos naturais disponíveis, e traços e características de colonização), permitem definir com maior precisão e rigor, quais componentes tecnológicos e industriais podem ser desenvolvidos e instalados na região, potencializando a capacidade produtiva destes componentes. Daí a maximização de potencialização destes equipamentos e da força indutora de uma região com potencial de desenvolvimento.

Esta é a contextualização que colocamos em nossos diálogos e reflexões com os públicos por onde andamos despertando as oportunidades para indução à promoção e desenvolvimento regional.

No litoral sul catarinense, surgiu do encontro com os jovens empreendedores, a possibilidade real de diversos empreendimentos de verão, que são possíveis e estão por ser explorados. Fica aos presentes, o desafio de destacar estas possibilidades, e sobre elas, planos de negócios específicos podem ser desenvolvidos. Nas férias, pensei em alguns deles, e agora, compartilho aqui neste espaço com todos:

1. Maratona de verão, entre os balneários do Farol de Santa Marta e a Explanada – imaginem, que se realizada no primeiro domingo de janeiro, após o primeiro do ano, pode atrair uma parte significativa dos participantes da São Silvestre, pois iria constituir-se na primeira maratona de praia do Mundo.

2. Tour de jeepe e bug, entre as dunas de Campo Bom, Arroio Corrente, Camacho.

3. Tour de jeepe entre a lage da praia do Morro dos Conventos e os Cannions.

4. Week bike entre Garopaba e o Passo de Torres.

5. Roteiro gastronômico da garopa ao camarão pelas praias da região, incluindo os pratos típicos dos açorianos e os desenvolvidos pelos pescadores. Aliás, servidos preferencialmente nos barracos de pesca.

6. Exploração dos sambaquis em Camacho e Farol de Santa Marta.

7. Passeio e pesca de baleeiras.

Estas são ideais, algumas boas e inovadoras ideias. Mas e você, quais ideias teria para viabilizar novas oportunidades de empreender no verão, no sul de Santa Catarina?

Continue lendo...

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Aprendendo com a novela das oito

Ontem vivenciei um momento bem bacana. Aliás, dois, mas um foi bem pessoal!

Na novela das oito horas, Amor à Vida, em uma das cenas a jovem Linda, uma altista, aprendendo a cozinhar, amedronta-se com o barulho do liquidificador e, calmamente, seu amigo apaixonado a ensina a dominar o medo e controlar o liquidificador. Ele mostra a ela que é ela que comanda o aparelho, e não ao contrário.

De desesperada, gradualmente ela vai ambientando-se, aproximando-se, vai adquirindo competência para controlar o aparelho e na medida em que vai ganhando confiança, aprimora as habilidades para impor-se sobre o barulhento aparelho que até então lhe assombrava.

Esta cena, embora extraída de um folhetim de novela, é uma aula de competências que vão sendo aprendidas e habilidades que vão sendo dominadas. A cena, para um analista, demonstra o processo de aprendizagem e como o conhecimento de competências específicas permite a gestão de habilidades múltiplas.

Neste contexto, podemos relembrar Paulo Freire, pelo menos eu lembro, afirmando que: “O conhecimento deve-se constituir numa ferramenta essencial para intervir no mundo. Conhecer é descobrir e construir e não copiar, como na pedagogia dos conteúdos. A educação não pode ser orientada pelo paradigma de uma empresa, que dá ênfase apenas à eficiência. Este paradigma ignora o ser humano. Segundo os construtivistas, aprende-se quando se quer aprender e só se aprende o que é significativo”.

Pense nisso, para agir com pertinência. Aprendendo com a novela das oito!

Continue lendo...

terça-feira, 26 de novembro de 2013

A racionalidade animal…

Nós temos em nossa família dois “cãozinhos”, são o Ody e a Mag, nossos “netos”. Neste post, vou tratar da dona Mag, que tem particularidades que precisam ser analisadas.

A Mag trata-se de uma "cachorrinha” Américan Staffordshire Terrier, de um ano e três meses. Acontece que seu espírito é de Poodle.

Na verdade, ela pertence aos nosso Projeto de genro (agora, já que atrasei esta postagem, confirmado oficialmente desde o último fim de semana como noivo) e à nossa filha. Mas a Mag vive, por circunstância da avó, que não permite que a levem, afinal, podem não tratá-la como uma Américan. Até porque fazem parte dos mimos comuns à dona Mag, às vezes, dormir conosco ou outras vezes em sua casinha, que fica posicionada na Edícula, protegida das intempéries e com vista privilegiada de diversos ambientes de nossa casa, ou seja, como se estivesse em seu quarto privativo.

Quando eu passo entre os carros na garagem ou pelas portas da sala e vejo a Mag, meiga, a descansar em sua casinha, me pego a pensar: tadinha, ali sozinha e sem companhia. Ela deve ficar triste em nos ver aqui dentro e ela presa na rua.

Então…

Neste último fim de semana, ao amanhecer, após colocá-la no lado de fora, afinal, com a tormenta que fez durante toda noite, ela precisava dormir com os “avós”, me peguei a pensar invertido: o que será que a Mag, ao nos ver “presos” aqui dentro, fica a pensar de nós? Possivelmente ela pense: coitados, presos ai dentro, sozinhos e sem a minha companhia. Eles devem ficar tristes em me ver aqui, livre e eles presos ali dentro.

Enfim, os animaizinhos de estimação têm sentimentos e parecem ter inteligência.

Pois é, quem entre estes personagens é o mais triste?

Quem está certo ao pensar as mesmas coisas: eu ou a pequena Mag?

O fato é que nossa racionalidade de seres humanos, teoricamente os únicos animais que desenvolvem a capacidade de pensar racionalmente, perdemos com o tempo a sensibilidade de compreender a natureza das coisas e da vida.

Nós, em geral, nos distanciamos das coisas que nos são essenciais, atribuindo maior valor a coisas muitas vezes supérfluas porque nos agregam valores, que muitas vezes são subliminares. Esta realidade, característica, dos seres humanos, talvez possa, a partir de uma lógica natural, ser contestada e questionada de forma muito parecida com a que fez a dona Mag ao entristecer-se por nos ver presos dentro de casa, após o temporal.

Aliás, como diz a dona Mara (avó da Mag): … olha só, ela só falta falar. Com vocês é claro!.

Continue lendo...

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Estratégias para o modal ferroviário

Os trechos de linhas para trens regionais no Brasil, potencialmente estratégicos, estão contido no Planos de Revitalização de Ferrovias do Governo Federal, através do Projeto Trens Regionais.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), avalia que trechos regionais podem proporcionar acelerador de indução ao desenvolvimento para as regiões onde eles estiverem instalados e por isso, está providenciando os estudos de viabilidade técnica, econômica, ambiental e jurídico para utilização de linhas de trens regionais para o transporte intermunicipal de passageiros.

A ideia, para a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros Sobre Trilhos (ANPTrilhos), é que no estudo estejam indicadas as ações necessárias entre os diversos atores nas esferas de governo, iniciativa privada, instituições de financiamento e agências competentes.

Entre os 14 trechos pré-selecionados para a elaboração dos estudos de viabilidade, não consta o trecho que compreende a Ferrovia Litorânea, portanto, nem o corredor portuário catarinense, o que por si só, já deveria ser um sinal de alerta e mobilização à categoria política com representação nas esferas de poder municipal, regional, estadual e federal, no Congresso Nacional.


Estado
Trecho
Quilometragem
SE
São Cristóvão - Aracajú – Laranjeiras
40 km
PR
Londrina - Maringá
122 km
RS
Bento Gonçalves - Caxias do Sul
65 km
PE
Recife - Caruaru
139 km
RJ
Campos - Macaé
94 km
MG
Belo Horizonte - Ouro Preto / Cons. Lafaiete
149 km
SC
Itajaí - Blumenau - Rio do Sul
146 km
RS
Pelotas - Rio Grande
52 km
SP
Campinas - Araraquara
192 km
RJ
Santa Cruz - Mangaratiba
49 km
MG
Bocaiúva - Montes Claros - Janaúba
217 km
SP
São Paulo - Itapetininga
199 km
BA
Conceição da Feira - Salvador - Alagoinhas
238 km
MA/PI
Codó – Teresina - Altos
205 km
 














Continue lendo...

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Assédio ao trabalho

Recebi de uma amiga, dedicada trabalhadora da educação e estudiosa das relações pessoais, o pensamento que entendi ser adequado ao compartilhamento neste nosso ambiente de compartilhamento.

“A violência no trabalho, no entanto, ao exaurir, em plenitude, a finalidade humanizadora dessa atividade, aniquila-lhe o significado de garantia de reconhecimento de uma posição social e jurídica, revelada num espaço de conquista e exercício de cidadania.

A atual organização do trabalho impõe novos riscos aos trabalhadores, o que gera distúrbios mentais e psíquicos, explicitados na pressão e opressão para produzir e ultrapassar as metas pré-determinadas. Aos trabalhadores é exigido ritmo intenso em jornadas prolongadas; fazer mais com menos pessoas e em ambiente de competitividade acentuada.

Para garantir o emprego, nesse contexto mutante, o empregado tem que se esforçar de diversas formas: buscar qualificação, mostrar resultados, apresentar um bom relacionamento interpessoal, dentre outros desafios. No entanto, há ocasiões em que ele se sujeita a situações constrangedoras, antiéticas, antiprofissionais e que vão contra seus valores mais intrínsecos e básicos para conseguir se manter vinculado formalmente a uma organização. Se essa situação se torna constante e recorrente, podemos denominá-la de assédio moral.”

Deste artigo, fica a reflexão pessoal, para qual gostaria de ter a complementação de cada colega, de cada estudante de meu grupo de estudos em gestão de micro e pequenas empresas, do grupo de pesquisa em desenvolvimento regional e de cada visitante a este nosso ambiente.

Continue lendo...

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Impostos e sonegação em nossas vidas

Olá...

Estimulado por uma entrevista ao Programa Vera Mendonça, da Rádio BAND AM, além de meu sistemático acompanhamento às ações lideradas pela AJET, relacionadas ao intransigente combate aos impostos praticados no Brasil, encontrei inspiração ao post desta semana.

Não há mais novidade em afirmar que a carga tributária brasileira é incompatível com a realidade do país, que ela eleva substancialmente os custos dos produtos aqui consumidos, que contribui desfavoravelmente à inflação e ao custo de vida para aqueles que aqui vivem, que se traduz em uma fórmula mascarada de custear as operações dos governos em todas as esferas da administração pública brasileira e que, por isso, não é combatida com rigor pelas autoridades, inviabilizando a competitividade do produto brasileiro, resultado do suor e do esforço de milhares de trabalhadores e empresários por todo Brasil.

A síntese da consequência, do efeito de tudo isso na origem da produção no País é sobre o preço superior aos 50% em todos os produtos brasileiros, transferidos ao consumidor final na boca do caixa ao quitar suas faturas. Disso, todos já estamos conscientes e cansados de saber.

Pra se ter uma ideia mais precisa da dimensão sobre o que estamos aqui neste ambiente refletindo, se considerarmos a AMUREL, 15.000 empresas, faturam em impostos de ICMs, R$ 150.000.000,00 mensalmente. Este foi o dado sobre o qual me atualizei na entrevista no Programa Vera Mendonça.

O número, atualizado, é este mesmo?

É muito?

É pouco?

Não sei!

O fato é que este volume de recursos se traduz em custos adicionados ao produto final, somando-se a outros impostos municipal e federal, que se refletem no preço de produtos colocados nas prateleiras a disposição, para serem comprados por nós.

Ao empresário, incapaz de reagir isoladamente contra esta ação de governo, resta-lhe observar a competitividade de seus produtos e de sua força de produção, juntamente com as margens de lucro corroendo-se gradualmente frente a um Mercado concorrente com produtos nas mesmas condições com preços bastante inferiores, por estarem desonerados de tributos tão fortes. Como consequência, acontece em boa parte a sonegação, enfim, o peso sobre o produto final e sobre o bolso do consumidor é muito alto.


Particularmente, eu sou daqueles que resisto, ainda, aos CDs e DVDs do camelô. Não comprei vinhos ou Whisk trazidos do Paraguay ou de Jaguarão, alias, não conheço Jaguarão. Não instalei ainda a Sky Gato e não compro nem estimulo meus familiares e amigos a comprarem tênis ou roupas em “lojinhas” sem identificação de procedência de suas mercadorias. Mas até quando vou permanecer vivo, como um dinossauro, negando a diferença fundamental que este mercado gera sobre a renda da população e da família?

Na real, os impostos cobrados no Brasil, pela União, pelos Estados e nos municípios é alto e o índice de retorno sobre eles em benefício da população é muito inexpressivo. Saúde, educação, bem-estar, agricultura e mobilidade urbana, pelo volume dos impostos que recolhemos, direta ou indiretamente, precisariam ser melhor aplicados, e a sensão de retorno em benfeitorias por parte da população, de cada cidadão, precisaria ser mais compatível com os níveis destes impostos comprados, daí, talvez, houve uma compensação, pelo menos admissível, pelo custo Brasil.

E você, que compartilha com a gente deste ambiente de relacionamento, o que acha disso tudo em sua vida?

Continue lendo...

terça-feira, 1 de outubro de 2013

O que será do futuro da humanidade sobre o Planeta Terra?

Olá!

Vou aproveitar este fim de manhã chuvoso, enquanto aguardo o almoço que saíra dentro de uns 45 minutos, para elaborar a reflexão que marca meu retorno ao meu Blog: ideias&ideais.

Vou aproveitar a simbologia do retorno para compartilhar uma reflexão que vim fazendo durante esta semana entre um encontro e outro com diversos investidores e performadores de fundos de investimentos.

Imagina, com esta gente altamente pragmática, fiquei pensando no futuro da humanidade enquanto o pensamento hegemônico segue sendo o capital e o material.

Você já pensou, ou sabe me informar, quanto peso o nosso Planeta Terra suporta sobre si?  Eu nunca ouvi falar sobre isso, mas tenho certeza que o Planeta, como todo corpo, tem um limite máximo de tolerância.

Fui mais longe em meus pensamentos.

Quanta água para consumo humano e dos seres vivos ainda temos em nossas nascentes e veios d’água?

Qual a capacidade da Terra em produzir alimentos para os seres vivos? Será infinita!

O que eu sei é que este Planeta em que vivemos e nos foi dado de graça, está completando quase 5 bilhões de anos e tem uma expectativa de vida de mais 5 bilhões.

Durante esta primeira metade da vida do Planeta, nós, Seres Humanos, apenas o agredimos, sem nos preocuparmos em preservá-lo como condição essencial à vida sobre ele.

A natureza nos foi generosa e entre os seres vivos escolheu a nós para dotar-nos de inteligência, contudo, perdemos a percepção e o tato do convívio com a natureza e com os demais Seres Vivos. Disso, decorreu nossa incapacidade de perceber que estamos destruindo as condições básicas e essenciais da vida onde vivemos, sem, contudo percebermos que estamos decretando o fim da vida, nossa e de todos os demais Seres Vivos.

Permito-me inferir que este é um fenômeno que se dá no âmbito desta sociedade capitalista e materialista, pois em breve, é possível deduzir que o acesso às condições mínimas essências à vida estarão sendo comercializadas, e o mais grave, que o acesso a estas condições, na origem universal aos seres vivos, será elitizado para além das condições de pagamento, às raças escolhidas.

Isso tudo pode ser um delírio meu? Claro, contudo, as evidências mostram que estamos, acredito que involuntariamente, caminhando cada vez mais rápido para tornar este delírio uma realidade presente em nossas vidas.

O que você acha desta viagem?

Contribua conosco neste canal.

Continue lendo...