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terça-feira, 22 de outubro de 2013

Assédio ao trabalho

Recebi de uma amiga, dedicada trabalhadora da educação e estudiosa das relações pessoais, o pensamento que entendi ser adequado ao compartilhamento neste nosso ambiente de compartilhamento.

“A violência no trabalho, no entanto, ao exaurir, em plenitude, a finalidade humanizadora dessa atividade, aniquila-lhe o significado de garantia de reconhecimento de uma posição social e jurídica, revelada num espaço de conquista e exercício de cidadania.

A atual organização do trabalho impõe novos riscos aos trabalhadores, o que gera distúrbios mentais e psíquicos, explicitados na pressão e opressão para produzir e ultrapassar as metas pré-determinadas. Aos trabalhadores é exigido ritmo intenso em jornadas prolongadas; fazer mais com menos pessoas e em ambiente de competitividade acentuada.

Para garantir o emprego, nesse contexto mutante, o empregado tem que se esforçar de diversas formas: buscar qualificação, mostrar resultados, apresentar um bom relacionamento interpessoal, dentre outros desafios. No entanto, há ocasiões em que ele se sujeita a situações constrangedoras, antiéticas, antiprofissionais e que vão contra seus valores mais intrínsecos e básicos para conseguir se manter vinculado formalmente a uma organização. Se essa situação se torna constante e recorrente, podemos denominá-la de assédio moral.”

Deste artigo, fica a reflexão pessoal, para qual gostaria de ter a complementação de cada colega, de cada estudante de meu grupo de estudos em gestão de micro e pequenas empresas, do grupo de pesquisa em desenvolvimento regional e de cada visitante a este nosso ambiente.

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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Impostos e sonegação em nossas vidas

Olá...

Estimulado por uma entrevista ao Programa Vera Mendonça, da Rádio BAND AM, além de meu sistemático acompanhamento às ações lideradas pela AJET, relacionadas ao intransigente combate aos impostos praticados no Brasil, encontrei inspiração ao post desta semana.

Não há mais novidade em afirmar que a carga tributária brasileira é incompatível com a realidade do país, que ela eleva substancialmente os custos dos produtos aqui consumidos, que contribui desfavoravelmente à inflação e ao custo de vida para aqueles que aqui vivem, que se traduz em uma fórmula mascarada de custear as operações dos governos em todas as esferas da administração pública brasileira e que, por isso, não é combatida com rigor pelas autoridades, inviabilizando a competitividade do produto brasileiro, resultado do suor e do esforço de milhares de trabalhadores e empresários por todo Brasil.

A síntese da consequência, do efeito de tudo isso na origem da produção no País é sobre o preço superior aos 50% em todos os produtos brasileiros, transferidos ao consumidor final na boca do caixa ao quitar suas faturas. Disso, todos já estamos conscientes e cansados de saber.

Pra se ter uma ideia mais precisa da dimensão sobre o que estamos aqui neste ambiente refletindo, se considerarmos a AMUREL, 15.000 empresas, faturam em impostos de ICMs, R$ 150.000.000,00 mensalmente. Este foi o dado sobre o qual me atualizei na entrevista no Programa Vera Mendonça.

O número, atualizado, é este mesmo?

É muito?

É pouco?

Não sei!

O fato é que este volume de recursos se traduz em custos adicionados ao produto final, somando-se a outros impostos municipal e federal, que se refletem no preço de produtos colocados nas prateleiras a disposição, para serem comprados por nós.

Ao empresário, incapaz de reagir isoladamente contra esta ação de governo, resta-lhe observar a competitividade de seus produtos e de sua força de produção, juntamente com as margens de lucro corroendo-se gradualmente frente a um Mercado concorrente com produtos nas mesmas condições com preços bastante inferiores, por estarem desonerados de tributos tão fortes. Como consequência, acontece em boa parte a sonegação, enfim, o peso sobre o produto final e sobre o bolso do consumidor é muito alto.


Particularmente, eu sou daqueles que resisto, ainda, aos CDs e DVDs do camelô. Não comprei vinhos ou Whisk trazidos do Paraguay ou de Jaguarão, alias, não conheço Jaguarão. Não instalei ainda a Sky Gato e não compro nem estimulo meus familiares e amigos a comprarem tênis ou roupas em “lojinhas” sem identificação de procedência de suas mercadorias. Mas até quando vou permanecer vivo, como um dinossauro, negando a diferença fundamental que este mercado gera sobre a renda da população e da família?

Na real, os impostos cobrados no Brasil, pela União, pelos Estados e nos municípios é alto e o índice de retorno sobre eles em benefício da população é muito inexpressivo. Saúde, educação, bem-estar, agricultura e mobilidade urbana, pelo volume dos impostos que recolhemos, direta ou indiretamente, precisariam ser melhor aplicados, e a sensão de retorno em benfeitorias por parte da população, de cada cidadão, precisaria ser mais compatível com os níveis destes impostos comprados, daí, talvez, houve uma compensação, pelo menos admissível, pelo custo Brasil.

E você, que compartilha com a gente deste ambiente de relacionamento, o que acha disso tudo em sua vida?

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terça-feira, 1 de outubro de 2013

O que será do futuro da humanidade sobre o Planeta Terra?

Olá!

Vou aproveitar este fim de manhã chuvoso, enquanto aguardo o almoço que saíra dentro de uns 45 minutos, para elaborar a reflexão que marca meu retorno ao meu Blog: ideias&ideais.

Vou aproveitar a simbologia do retorno para compartilhar uma reflexão que vim fazendo durante esta semana entre um encontro e outro com diversos investidores e performadores de fundos de investimentos.

Imagina, com esta gente altamente pragmática, fiquei pensando no futuro da humanidade enquanto o pensamento hegemônico segue sendo o capital e o material.

Você já pensou, ou sabe me informar, quanto peso o nosso Planeta Terra suporta sobre si?  Eu nunca ouvi falar sobre isso, mas tenho certeza que o Planeta, como todo corpo, tem um limite máximo de tolerância.

Fui mais longe em meus pensamentos.

Quanta água para consumo humano e dos seres vivos ainda temos em nossas nascentes e veios d’água?

Qual a capacidade da Terra em produzir alimentos para os seres vivos? Será infinita!

O que eu sei é que este Planeta em que vivemos e nos foi dado de graça, está completando quase 5 bilhões de anos e tem uma expectativa de vida de mais 5 bilhões.

Durante esta primeira metade da vida do Planeta, nós, Seres Humanos, apenas o agredimos, sem nos preocuparmos em preservá-lo como condição essencial à vida sobre ele.

A natureza nos foi generosa e entre os seres vivos escolheu a nós para dotar-nos de inteligência, contudo, perdemos a percepção e o tato do convívio com a natureza e com os demais Seres Vivos. Disso, decorreu nossa incapacidade de perceber que estamos destruindo as condições básicas e essenciais da vida onde vivemos, sem, contudo percebermos que estamos decretando o fim da vida, nossa e de todos os demais Seres Vivos.

Permito-me inferir que este é um fenômeno que se dá no âmbito desta sociedade capitalista e materialista, pois em breve, é possível deduzir que o acesso às condições mínimas essências à vida estarão sendo comercializadas, e o mais grave, que o acesso a estas condições, na origem universal aos seres vivos, será elitizado para além das condições de pagamento, às raças escolhidas.

Isso tudo pode ser um delírio meu? Claro, contudo, as evidências mostram que estamos, acredito que involuntariamente, caminhando cada vez mais rápido para tornar este delírio uma realidade presente em nossas vidas.

O que você acha desta viagem?

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Desafios de um legado

Olá pessoal,

No post anterior descrevemos os investimentos que o Governo de Santa Catarina está começando a fazer no Estado com recursos do Pacto por Santa Catarina: Projeto Educação.

Demonstramos que são ações estruturantes e de ajustes importantes para a consistência da estrutura e infraestrutura educacional para um Estado que é referência para o Brasil em educação de qualidade e que se propõe a transformar-se em um Estado de excelência em inovação. Isso só se dá através da educação pertinente. Aliás, termo adotado pelo reitor eleito da Unisul, professor Salésio Herdt, para orientar sua gestão.

Em um dos comentários que recebi ao post, através de diversas mídias distintas, o autor, um jovem e promissor profissional da área de tecnologia da informação (Rafael Mayer), chamou atenção para a necessária relação entre os investimentos, as tecnologias e o preparo metodológico dos professores para o uso adequado destas metodologias. Isso, sem dúvida, é essencial; e o Rafael talvez tenha abordado o fator chave de sucesso em relação aos investimentos tecnológicos em metodologias educacionais.

Associado ao comentário do Rafael, o artigo A educação no século XXI: globalização, inovação e destruição criadora, publicado no jornal O Estadão, por Newton Campos em sua coluna semanal, provocou reflexões sobre o tópico: os formatos e as metodologias do futuro, despertando-me a decisão de seguir pensando em nosso ambiente de compartilhamento de ideias&ideais, sobre o tema tecnologias e metodologias educacionais, pois se constitui em um dos assuntos essenciais ao futuro das futuras gerações desta nação e do Mundo.

Neste contexto da educação contemporânea, permeada por distintas tecnologias de comunicação, lembra Newton que a instituição de grupos de discussão sobre como deverá ocorrer a troca de conhecimento entre professores e alunos neste cenário de novas tecnologias educativas, que invade nossos lares e escolas, torna-se imprescindível que a escola e o processo de ensino aprendizagem se deem com eficácia e resolutividade.

Que conteúdo será lecionado em que formato? Para quais tipos de matéria vale a pena utilizar tecnologias móveis? Quais matérias serão mais bem compreendidas se aprendidas através de um videogame? Estas se constituem em perguntas ainda sem respostas. Contudo, são temas e situações problema relacionados ao processo educacional que estará na mesa do educador consciente, lembra e nos alerta Newton. Estes estão entre os pontos essenciais que despertamos em nosso post da semana passada e constitui-se no alerta do comentário que nosso companheiro de Blog Rafael nos chamou atenção.

Corrobora com esta situação aqui discutida, o resultado das pesquisas que indicam que, até o ano de 1990, os adultos norte-americanos conseguiam concentrar-se por até 18 minutos em uma pessoa falando ininterruptamente. Entre 1990 e o ano 2000, este tempo caiu para aproximadamente 12 minutos e atualmente esta tolerância encontra-se em apenas 8 minutos. Na média, a partir deste oitavo minuto, a audiência começa a verificar seus celulares e computadores (inclusive para procurar mais informações sobre o que está sendo exposto). Portanto, a lógica e a engenharia da “aula” precisa ser alterada substancialmente, tenha ou não o uso de tecnologias de comunicação apoiando o processo educativo nos diversos ambientes de aprendizagem.

De toda esta discussão, em parte futurista, ficam algumas certezas que impactam fortemente sobre a relação de aprendizagem entre professor e aluno:

1.    A relação de aprendizagem professor e aluno precisa mutar para um processo de aprender-aprender.
2.    A obrigatoriedade da presença física para que haja troca de conhecimentos deixa de ser essencial. Assume seu lugar muitos e diversificados canais de comunicação.
3.    Os ambientes de aprendizagem diversificam-se e o aprendizado ganha uma nova dinâmica múltipla: encontros síncronos, presença múltipla de diversos atores, encontros on line e off line, debates, foros baseados em texto, vídeos e áudios, simuladores que misturam decisões individuais e coletivas. Em síntese, o segredo de sucesso está nas múltiplas combinações de ferramentas pedagógicas, com auxílio tecnológico. Em alguns casos, o processo de aprendizado impõe e as tecnologias permitem particularizar o processo, inclusive a avaliação processual.

O fato é que a universidade e o professor poderão adaptar a metodologia escolhida ao perfil do aluno, tornando a “aula” particular, contudo no grupo.

E você meu companheiro deste Blog, o que acha desta viagem ao futuro que nos pertence e que será a base do futuro que deixaremos para as próximas gerações?

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Investimento no futuro é que garante Estado de excelência

O Governo do Estado de Santa Catarina lançou recentemente o Pacto por Santa Catarina, Programa de gestão sistematizada que permitirá o investimento de R$ 5 bilhões em projetos e ações de desenvolvimento de interesse do Estado. R$ 719 milhões foram destinados a quatro obras prioritárias: recuperação de 1,2 mil quilômetros de estradas, implantação de sistema de prevenção e mitigação de desastres na Bacia do Rio Itajaí e ações de prevenção à seca no Oeste, além da construção da Penitenciária em Imaruí.

Em educação, outra prioridade para o Governo, R$ 500 milhões estão sendo investidos na potencialização das áreas pedagógica, estrutural e de gestão com o objetivo de colocar a educação no Estado ao nível da educação nos países mais desenvolvidos do Mundo.


Entre os recursos destinados à educação, a diretriz é a revitalização educacional. Subsidiar o sistema para implementação do ensino integral, criação de unidades de referência (CEDUPs), ampliação do número e melhoria das atuais unidades escolares, desoneração da estrutura orgânica da carreira do magistério permitindo melhoria substancial da remuneração real do professor, atualização tecnológica nas escolas e dos processos de ensino e aprendizagem com a disponibilização de tablets e lousas digitais, implantação do serviço de orientadores de estudos e investimento na formação e qualificação do corpo de professores através de bolsas de estudo, são entre outras ações as que dão maior relevância à consolidação das melhorias pretendidas através do Pacto na educação.


Destas intenções planejadas para impulsionar o desenvolvimento de Santa Catarina, especialmente para a educação, é fácil inferir que a qualificação dos ambientes de aprendizagem, associados à inserção das tecnologias móveis e metodologias de ensino e aprendizagem adequadas, somadas à revitalização da carreira do magistério, indicam sucesso ao plano estratégico de governo em tornar o Estado um ambiente de excelência inovador em ciência e tecnologia. 


Por outro lado, cabe avaliar o detalhamento das ações que darão consistência aos programas, projetos e ações de governo que receberão aporte destes investimentos. Da qualidade de conteúdo destas ações é que se terá a plenitude de sucesso delas, e do recurso investido, para o futuro dos catarinenses. Eles precisarão constituir-se em investimentos efetivos, estruturantes e duradouros, que efetivamente indiquem um rumo ao futuro que assegure uma ambiência efetivamente promissora e estimulante ao conhecimento, condição essencial à consolidação de um Estado de excelência em inovação de ciência e tecnologia.


Você catarinense, que me acompanha neste ambiente em que discutimos ideias e ideais, o que pensa desta possibilidade de recursos e prioridades escolhidas para estes investimentos? Gostaríamos de conhecer em opinião, seu pensamento.     

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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Características necessárias à Cidade do Conhecimento

Nesta semana vou palestrar no Fórum Acadêmico-Empresarial, na FIESC – Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, promovido pela Universidad Autonoma de Barcelona e pela Unisul no âmbito do Programa de Cooperación Interuniversitaria e Investigación Científica con Iberoamérica (PCI – Iberoamérica 2008) que pretende a criação de um Centro de Referência em Diagnóstico, Prevenção e Remediação de Áreas Contaminadas em Meio Ambiente, financiado com recursos da União Européia, através do AECID – Agencia Española de Cooperacion Internacional para el Desarrollo.

É neste clima, e motivado pelos discursos que ouvi dos candidatos às prefeituras pretendendo transformar as cidades em pólo de inovação e desenvolvimento tecnológico, que optei por refletir neste nosso espaço virtual sobre o que transforma ou habilita uma Cidade como Cidade do Conhecimento.

Nos diferentes ambientes em que me relaciono tenho aprendido que os espaços favoráveis à inovação, à ciência e à tecnologia precisam ser naturalmente dotados de ambiência propícia e estimulante ao exercício da inovação.

A ambiência propícia constitui-se quando todas as variáveis intervenientes sobre o espaço e as pessoas são favoráveis ao fim esperado – a inovação. O Estimulo, é muito, é quase tudo nesse jogo.

A partir do final do século XX, ao analisar as semelhanças entre as cidades mais dinâmicas do ponto de vista da economia do conhecimento no Mundo, percebeu-se que de comum entre elas havia uma tendência para a integração das estratégias urbanísticas com as estratégias econômicas.

Elas proporcionam integração plenamente entre as atividades produtivas, acadêmicas, e pesquisas (publica e privada). Elas apresentam-se compactas (no sentido concentrado) e sustentáveis. Nelas, diferentes clusters se instalam e interrelacionam, propiciando uma relação multípa e plural. Como conceito espacial torna-se uma polaridade científica, tecnológica e cultural, caracterizando-as como plataformas de inovação e economia do conhecimento. Nelas as pessoas trabalham, moram, divertem-se. Elas vivem!

Isso é o que de comum as caracteriza, e as tornou reconhecidas como Cidade do Conhecimento. Atualmente, este conceito tem sido apropriado para projetos de parques (distritos) de inovação científicos e tecnológicos.

Neste contexto é que Barcelona – Espanha torna-se uma referência internacional de ambiência propícia à inovação. Esta história não aconteceu de hora pra outra. Em sua linha do tempo, 1998 é o marco referencial desta trajetória.

Com a decisão de reforma do Plano Metropolitano de Barcelona em 1998, optou-se como premissa por um conceito contemporâneo de desenvolver um centro de conhecimento e de inovação tecnológica, que passou a ser chamado: 22@Barcelona. O Plano Diretor da Cidade de Barcelona foi apropriado para isso.

Um espaço físico predefinido foi desenhado com as características apropriadas a estimular a criatividade no sentido amplo. Leis Municipal e Distrital foram apropriadas no sentido de facilitar e incentivar o estimulo à prática da criatividade para inovação de ciência e tecnologia. O conhecimento foi fixado como a base transversal necessária em todos os ambientes deste espaço. Daí a atratividade para que as pessoas e suas ideias, tendo um local adequado para proliferarem, fossem naturalmente atraídas para este ambiente físico, apropriado e propício à inovação, que por isso, ia se multiplicando. Daí, a referência da base de sustentação ao sucesso do Projeto 22@Barcelona. 

Torna-se necessário compreender que ao disponibilizar espaço físico e apropriar algumas leis de estímulo não é suficiente para o sucesso deste conceito. Dois elementos fundamentais é que garantem o sucesso da iniciativa: Um modelo de governança e gestão apropriados e a capacidade profissional das pessoas envolvidas nos projetos e atividades de pesquisa científica e transferência de tecnologias complementam as condições essenciais às possibilidades de sucesso deste tipo de empreendimento inovador.

No 22@Barcelona a governança responsável pela gestão dos ambientes faz a conexação das ideias geradas com as necessidades de conhecimentos para soluções tecnológicas do Mundo. Para isso, a integração tríplece entre universidade, empresa e governo é fundamental, mas também é essencial a independência do pensar e agir neste ecossistema inovador. Por isso, um modelo de governança.

Portanto, estamos falando do desafio de atrair o mais caro dos ativos deste empreendimento inovador: cérebros.

Em Barcelona, nestes 14 anos de atividades do Projeto 22@Barcelona pode-se afirmar que o modelo já consolidou-se. Envolve quase 2.300 empresas, 10 centros de formação superior e 9 centros de pesquisa e transferência de tecnologia onde estão 28.000 estudantes e pesquisadores. No distrito estão empregados atualmente 56.000 trabalhadores, além dos estudantes. Até a maturação do Projeto, estarão sendo gerados outros 150 mil novos postos de trabalho.

Disso é que falamos quando propomos a criação de um Parque de Inovação Científica e Tecnológica nas cidades, em especial cidades universitárias, que pretender, ter a expectativa de perpetuar-se como centro gerador de conhecimento.

É isso que entendemos e pretendemos buscar para nossas Cidades?

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terça-feira, 2 de outubro de 2012

A Escola Eficaz é a Escola que queremos


Em momentos de delírio eleitoreiro promovido por propostas às vezes pouco palpáveis e muitas vezes mirabolantes, permito-me, neste ambiente de discussão, pensar sobre qual educação queremos para nossa sociedade? Pra que tipo de sociedade queremos educação?

Estas, parecem ser perguntas filosóficas, mas não são só filosóficas. Elas trazem em si uma consistência muito forte em relação à concepção do modelo, que orienta os fluxos e as práticas acadêmicas e pedagógicas que constituirão a educação que teremos. Delas é que derivarão as respostas ao perfil de professor desejável e necessário. Disso, é que será possível inferirmos sobre a composição dos currículos de formação docente e pedagógica para o País.

É desse princípio, que deriva a impossibilidade de um projeto educacional qualquer servir para qualquer lugar da mesma forma, afinal, educação não é receita de bolo, que se recebe e utiliza a qualquer momento, da mesma forma, sempre.

Por outro lado, aparentemente incoerente com este princípio, uma coisa é certa: as ciências naturais e as humanidades são essenciais à formação, e nesta condição, não podem ficar relegadas a um número mínimo de horas dedicadas a este conteúdo.

Elas oferecem ao estudantes acesso aos conteúdos de base formativa ética e moral, por isso, são essenciais e fundamentais, contrapondo-se ao princípio de que educação se dá como uma receita de bolo.

O fato, é que elas, assim como a essência da educação tem como missão oferecer acesso ampliado à cultura geral, a origem da vida e da humanidade, mais que acesso às habilidades técnicas. Isso também não significa modo único e padrão.

Como conhecimento, ela é padrão, agora, por outro lado, como conteúdo, ela vai se adequar à região e ao perfil dos estudantes que compõe o grupo de estudos.

Resta-nos a pergunta: a educação que temos, e a que nos propõem, atende a estas premissas que formam efetivamente cidadãos e profissionais preparados aos desafios contemporâneos?

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