O Governo do Estado de Santa Catarina lançou recentemente o Pacto por Santa Catarina, Programa de gestão sistematizada que permitirá o investimento de R$ 5 bilhões em projetos e ações de desenvolvimento de interesse do Estado. R$ 719 milhões foram destinados a quatro obras prioritárias: recuperação de 1,2 mil quilômetros de estradas, implantação de sistema de prevenção e mitigação de desastres na Bacia do Rio Itajaí e ações de prevenção à seca no Oeste, além da construção da Penitenciária em Imaruí.
Em educação, outra prioridade para o Governo, R$ 500 milhões estão sendo investidos na potencialização das áreas pedagógica, estrutural e de gestão com o objetivo de colocar a educação no Estado ao nível da educação nos países mais desenvolvidos do Mundo.
Entre os recursos destinados à educação, a diretriz é a revitalização educacional. Subsidiar o sistema para implementação do ensino integral, criação de unidades de referência (CEDUPs), ampliação do número e melhoria das atuais unidades escolares, desoneração da estrutura orgânica da carreira do magistério permitindo melhoria substancial da remuneração real do professor, atualização tecnológica nas escolas e dos processos de ensino e aprendizagem com a disponibilização de tablets e lousas digitais, implantação do serviço de orientadores de estudos e investimento na formação e qualificação do corpo de professores através de bolsas de estudo, são entre outras ações as que dão maior relevância à consolidação das melhorias pretendidas através do Pacto na educação.
Destas intenções planejadas para impulsionar o desenvolvimento de Santa Catarina, especialmente para a educação, é fácil inferir que a qualificação dos ambientes de aprendizagem, associados à inserção das tecnologias móveis e metodologias de ensino e aprendizagem adequadas, somadas à revitalização da carreira do magistério, indicam sucesso ao plano estratégico de governo em tornar o Estado um ambiente de excelência inovador em ciência e tecnologia.
Por outro lado, cabe avaliar o detalhamento das ações que darão consistência aos programas, projetos e ações de governo que receberão aporte destes investimentos. Da qualidade de conteúdo destas ações é que se terá a plenitude de sucesso delas, e do recurso investido, para o futuro dos catarinenses. Eles precisarão constituir-se em investimentos efetivos, estruturantes e duradouros, que efetivamente indiquem um rumo ao futuro que assegure uma ambiência efetivamente promissora e estimulante ao conhecimento, condição essencial à consolidação de um Estado de excelência em inovação de ciência e tecnologia.
Você catarinense, que me acompanha neste ambiente em que discutimos ideias e ideais, o que pensa desta possibilidade de recursos e prioridades escolhidas para estes investimentos? Gostaríamos de conhecer em opinião, seu pensamento.
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Características necessárias à Cidade do Conhecimento
Nesta semana vou palestrar no Fórum Acadêmico-Empresarial, na FIESC – Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, promovido pela Universidad Autonoma de Barcelona e pela Unisul no âmbito do Programa de Cooperación Interuniversitaria e Investigación Científica con Iberoamérica (PCI – Iberoamérica 2008) que pretende a criação de um Centro de Referência em Diagnóstico, Prevenção e Remediação de Áreas Contaminadas em Meio Ambiente, financiado com recursos da União Européia, através do AECID – Agencia Española de Cooperacion Internacional para el Desarrollo.
É neste clima, e motivado pelos discursos que ouvi dos candidatos às prefeituras pretendendo transformar as cidades em pólo de inovação e desenvolvimento tecnológico, que optei por refletir neste nosso espaço virtual sobre o que transforma ou habilita uma Cidade como Cidade do Conhecimento.
Nos diferentes ambientes em que me relaciono tenho aprendido que os espaços favoráveis à inovação, à ciência e à tecnologia precisam ser naturalmente dotados de ambiência propícia e estimulante ao exercício da inovação.
A ambiência propícia constitui-se quando todas as variáveis intervenientes sobre o espaço e as pessoas são favoráveis ao fim esperado – a inovação. O Estimulo, é muito, é quase tudo nesse jogo.
A partir do final do século XX, ao analisar as semelhanças entre as cidades mais dinâmicas do ponto de vista da economia do conhecimento no Mundo, percebeu-se que de comum entre elas havia uma tendência para a integração das estratégias urbanísticas com as estratégias econômicas.
Elas proporcionam integração plenamente entre as atividades produtivas, acadêmicas, e pesquisas (publica e privada). Elas apresentam-se compactas (no sentido concentrado) e sustentáveis. Nelas, diferentes clusters se instalam e interrelacionam, propiciando uma relação multípa e plural. Como conceito espacial torna-se uma polaridade científica, tecnológica e cultural, caracterizando-as como plataformas de inovação e economia do conhecimento. Nelas as pessoas trabalham, moram, divertem-se. Elas vivem!
Isso é o que de comum as caracteriza, e as tornou reconhecidas como Cidade do Conhecimento. Atualmente, este conceito tem sido apropriado para projetos de parques (distritos) de inovação científicos e tecnológicos.
Neste contexto é que Barcelona – Espanha torna-se uma referência internacional de ambiência propícia à inovação. Esta história não aconteceu de hora pra outra. Em sua linha do tempo, 1998 é o marco referencial desta trajetória.
Com a decisão de reforma do Plano Metropolitano de Barcelona em 1998, optou-se como premissa por um conceito contemporâneo de desenvolver um centro de conhecimento e de inovação tecnológica, que passou a ser chamado: 22@Barcelona. O Plano Diretor da Cidade de Barcelona foi apropriado para isso.
É neste clima, e motivado pelos discursos que ouvi dos candidatos às prefeituras pretendendo transformar as cidades em pólo de inovação e desenvolvimento tecnológico, que optei por refletir neste nosso espaço virtual sobre o que transforma ou habilita uma Cidade como Cidade do Conhecimento.
Nos diferentes ambientes em que me relaciono tenho aprendido que os espaços favoráveis à inovação, à ciência e à tecnologia precisam ser naturalmente dotados de ambiência propícia e estimulante ao exercício da inovação.
A ambiência propícia constitui-se quando todas as variáveis intervenientes sobre o espaço e as pessoas são favoráveis ao fim esperado – a inovação. O Estimulo, é muito, é quase tudo nesse jogo.
A partir do final do século XX, ao analisar as semelhanças entre as cidades mais dinâmicas do ponto de vista da economia do conhecimento no Mundo, percebeu-se que de comum entre elas havia uma tendência para a integração das estratégias urbanísticas com as estratégias econômicas.
Elas proporcionam integração plenamente entre as atividades produtivas, acadêmicas, e pesquisas (publica e privada). Elas apresentam-se compactas (no sentido concentrado) e sustentáveis. Nelas, diferentes clusters se instalam e interrelacionam, propiciando uma relação multípa e plural. Como conceito espacial torna-se uma polaridade científica, tecnológica e cultural, caracterizando-as como plataformas de inovação e economia do conhecimento. Nelas as pessoas trabalham, moram, divertem-se. Elas vivem!
Isso é o que de comum as caracteriza, e as tornou reconhecidas como Cidade do Conhecimento. Atualmente, este conceito tem sido apropriado para projetos de parques (distritos) de inovação científicos e tecnológicos.
Neste contexto é que Barcelona – Espanha torna-se uma referência internacional de ambiência propícia à inovação. Esta história não aconteceu de hora pra outra. Em sua linha do tempo, 1998 é o marco referencial desta trajetória.
Com a decisão de reforma do Plano Metropolitano de Barcelona em 1998, optou-se como premissa por um conceito contemporâneo de desenvolver um centro de conhecimento e de inovação tecnológica, que passou a ser chamado: 22@Barcelona. O Plano Diretor da Cidade de Barcelona foi apropriado para isso.
Um espaço físico predefinido foi desenhado com as características apropriadas a estimular a criatividade no sentido amplo. Leis Municipal e Distrital foram apropriadas no sentido de facilitar e incentivar o estimulo à prática da criatividade para inovação de ciência e tecnologia. O conhecimento foi fixado como a base transversal necessária em todos os ambientes deste espaço. Daí a atratividade para que as pessoas e suas ideias, tendo um local adequado para proliferarem, fossem naturalmente atraídas para este ambiente físico, apropriado e propício à inovação, que por isso, ia se multiplicando. Daí, a referência da base de sustentação ao sucesso do Projeto 22@Barcelona.
Torna-se necessário compreender que ao disponibilizar espaço físico e apropriar algumas leis de estímulo não é suficiente para o sucesso deste conceito. Dois elementos fundamentais é que garantem o sucesso da iniciativa: Um modelo de governança e gestão apropriados e a capacidade profissional das pessoas envolvidas nos projetos e atividades de pesquisa científica e transferência de tecnologias complementam as condições essenciais às possibilidades de sucesso deste tipo de empreendimento inovador.
No 22@Barcelona a governança responsável pela gestão dos ambientes faz a conexação das ideias geradas com as necessidades de conhecimentos para soluções tecnológicas do Mundo. Para isso, a integração tríplece entre universidade, empresa e governo é fundamental, mas também é essencial a independência do pensar e agir neste ecossistema inovador. Por isso, um modelo de governança.
Portanto, estamos falando do desafio de atrair o mais caro dos ativos deste empreendimento inovador: cérebros.
Em Barcelona, nestes 14 anos de atividades do Projeto 22@Barcelona pode-se afirmar que o modelo já consolidou-se. Envolve quase 2.300 empresas, 10 centros de formação superior e 9 centros de pesquisa e transferência de tecnologia onde estão 28.000 estudantes e pesquisadores. No distrito estão empregados atualmente 56.000 trabalhadores, além dos estudantes. Até a maturação do Projeto, estarão sendo gerados outros 150 mil novos postos de trabalho.
Disso é que falamos quando propomos a criação de um Parque de Inovação Científica e Tecnológica nas cidades, em especial cidades universitárias, que pretender, ter a expectativa de perpetuar-se como centro gerador de conhecimento.
É isso que entendemos e pretendemos buscar para nossas Cidades?
terça-feira, 2 de outubro de 2012
A Escola Eficaz é a Escola que queremos
Em momentos de delírio eleitoreiro
promovido por propostas às vezes pouco palpáveis e muitas vezes mirabolantes,
permito-me, neste ambiente de discussão, pensar sobre qual educação queremos
para nossa sociedade? Pra que tipo de sociedade queremos educação?
Estas, parecem ser perguntas
filosóficas, mas não são só filosóficas. Elas trazem em si uma consistência
muito forte em relação à concepção do modelo, que orienta os fluxos e as
práticas acadêmicas e pedagógicas que constituirão a educação que teremos. Delas
é que derivarão as respostas ao perfil de professor desejável e necessário.
Disso, é que será possível inferirmos sobre a composição dos currículos de
formação docente e pedagógica para o País.
É desse princípio, que deriva a
impossibilidade de um projeto educacional qualquer servir para qualquer lugar
da mesma forma, afinal, educação não é receita de bolo, que se recebe e utiliza
a qualquer momento, da mesma forma, sempre.
Por outro lado, aparentemente
incoerente com este princípio, uma coisa é certa: as ciências naturais e as
humanidades são essenciais à formação, e nesta condição, não podem ficar relegadas
a um número mínimo de horas dedicadas a este conteúdo.
Elas oferecem ao estudantes
acesso aos conteúdos de base formativa ética e moral, por isso, são essenciais
e fundamentais, contrapondo-se ao princípio de que educação se dá como uma
receita de bolo.
O fato, é que elas, assim como
a essência da educação tem como missão oferecer acesso ampliado à cultura geral,
a origem da vida e da humanidade, mais que acesso às habilidades técnicas. Isso
também não significa modo único e padrão.
Como conhecimento, ela é
padrão, agora, por outro lado, como conteúdo, ela vai se adequar à região e ao
perfil dos estudantes que compõe o grupo de estudos.
Resta-nos a pergunta: a
educação que temos, e a que nos propõem, atende a estas premissas que formam
efetivamente cidadãos e profissionais preparados aos desafios contemporâneos?
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Maximização da potencialidade turística no Brasil custa caro
O camarada Eloy Simões, um dos mais expressivos publicitários catarinenses no cenário brasileiro, especialmente até o início dos anos 2000, meu companheiro de gestão no Campus da Unisul da Grande Florianópolis, postou em seu Blog, um artigo muito bacana abordando as potencialidades do Brasil como destino para o turismo receptivo de eventos. Neste post, ele traz a público um dos temas de maior relevância à alavancagem do desenvolvimento regional, gerador de empregos e renda, em especial ao litoral catarinense.
O artigo retratou a fala do presidente da Embratur, Flávio Dino, durante o Seminário: Brasil Destino de Eventos, destacando os desafios na política de captação de um maior fluxo turístico em relação aos altos preços praticados no País e as deficiências estruturantes, em especial relacionadas ao sistema intermodal de transportes.
“(...)Temos projetos de longa duração, mas que são imprescindíveis para que um dia consigamos receber mais turistas que a Torre Eiffel”.
A meta é ousada e prevê a consolidação do Brasil no ranking da International Congress & Convention Association (ICCA) como o quinto maior receptor mundial de turismo de eventos, em especial nas áreas técnico-científicos e esportivos. Atualmente o país é o sétimo colocado neste ranking. Em 2003 éramos o 19o colocado. Embora em ascendência, as estratégias de captação e promoção de eventos a serem realizados no país apresenta-se com imensos desafios a serem vencidos.
Um conjunto de políticas e ações estratégicas vem sendo desenvolvidas, que vem contribuindo para melhorar este desempenho. A promoção de voos charteres consiste-se em uma destas estratégias.
Em 2011 promovemos 304 eventos em 57 cidades dotadas de infraestrutura e estruturas com capacidade de atratividade em padrões internacionais. De acordo com estudo elaborado pelo Ministério do Turismo, este segmento de negócios, eventos e convenções respondem por 23% dos motivos de vindas de estrangeiros para o País.
Neste contexto, destaco as potencialidades turísticas para o litoral sul catarinense e alguns de seus desafios para transformá-las em oportunidades.
A miscigenação colonizadora proporciona um roteiro cultural religioso com imenso simbolismo de valor histórico, uma diversidade culinária gastronômica impressionante, a geográfica garante atrativos naturais como os sítios arqueológicos, grutas magníficas, berçário da Baleia Franca, pesca artesanal da tainha, produção de renda, Boi de Mamão, entre outros.
Por isso, além dos fatores logísticos, outros inibidores importantes ao crescimento mais acelerado de turistas precisam ser considerados, entre eles, destaca-se a crise econômica mundial, mas também a organização sistêmica de integração que potencialize estas rotas maximizando o fluxo; ações unificadas entre as regiões na organização de calendários comuns, dando sentido econômico aos equipamentos turísticos, entre outras, garantirão as metas fixadas pelas políticas públicas brasileiras e pelos fatores que formam o trade turístico, tornando-as alcançáveis e atingíveis.
“(...)O que é importante é a conjugação de esforços e a colaboração de todos”.
Como estratégia de ampliação da visibilidade para sustentar este crescimento, a Embratur vem se fazendo presente em diversos países, numa média de 14 anuais, que visam a promoção do Brasil como destino turístico, sede da Copa do Mundo em 2014 e das olimpíadas em 2016.
Como estratégia de ampliação da visibilidade para sustentar este crescimento, a Embratur vem se fazendo presente em diversos países, numa média de 14 anuais, que visam a promoção do Brasil como destino turístico, sede da Copa do Mundo em 2014 e das olimpíadas em 2016.
O fato é que esta imensa potencialidade, como se percebe no artigo, pela manifestação do presidente da Embratur, adicionadas às nossas contribuições, não surte efeito e garantem os resultados isoladamente, que não potencializada, traduze-se em uma imensa perda para o país e suas regiões.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Aos leitores
Em virtude de diversos compromissos para esta semana, não teremos uma postagem esta semana.
Fica aqui o nosso comprometimento de postar na próxima semana, sem falta.
Um abraço e ótima semana a todos!!
Fica aqui o nosso comprometimento de postar na próxima semana, sem falta.
Um abraço e ótima semana a todos!!
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Inovação e criatividade: maneiras simples de preparar-se para as tendências
Inovar não é complicado e não é difícil, nem está necessariamente relacionado à tecnologias complexas. A inovação “serve” à qualquer modelo organizacional: indústria, varejo, serviços, aos clubes, associações, à rotina na família ou grupo de amigos.
As organizações sociais precisam estar atentas e antecipar as tendências das “pessoas/consumidor” no futuro para garantirem sua perpetuação. O fato é que o Mundo e o mercado estão cada vez mais criteriosos e exigentes. Por isso, inovar torna-se dia-a-dia imperioso.
Dai a imensa necessidade de que as organizações sejam criativas em seus processos e procedimentos, dispostas a reconstruir sua estratégia da marca e de negócio a todo instante.
É neste cenário que as redes sociais inserem-se nas vidas das pessoas e das organizações, forçando e sendo forçadas à inovação com criatividade. Desta tendência de relacionamento que interfere e influi fortemente nas estratégias de marketing, de comunicação, promoção e de comercialização, surgem as inovações de novas dinâmicas de relacionamento organizacional.
Um exemplo de inovação (neste caso tecnológico) que em breve o mundo todo estará usando é a realidade aumentada. “Imagine estar em uma determinada rua, olhar para um prédio e receber informações sobre o tipo de apartamento que existe disponível para venda ali. Na realidade aumentada, o consumidor pode realizar filtros e ter uma experiência única de geolocalização”.
Ao dialogarmos sobre este tema neste nosso blog, não estamos falando de futuro. Estamos falando de presente, e presente que já interfere em nossas vidas de forma constante e intensa, mas que pode ter uma relação de conflitos minimizadas uma vez que se assuma o ambiente e a postura propícios à inovação, da qual nenhum de nós podemos mais escapar.
O que lhe ocorre como experiências de vida sobre estes fatos relacionados à inovação e criatividade que acabamos de descrever para nosso diálogo?
Gostaria de conhecer suas observações.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Brasil mais inovador
Vivemos uma era de admiração da informação, do conhecimento e, principalmente, da inovação. É por meio da inovação que se aumenta a eficiência, a produtividade e, consequentemente, a competitividade, tornando-se os empreendimentos duradouros e bem sucedidos.
Para assegurar que a inovação aconteça efetivamente, torna-se necessário garantir um ambiente propicio à inovação, investindo significativamente em recursos financeiros e humanos, com foco priorizado para pesquisa e desenvolvimento (P&D). Para isso é primordial envolver-se de forma plena e integrada ações de pessoas qualificadas, das organizações com objetivo direcionado, e do poder público como aglutinador e animador deste processo.
Isso não fazemos no Brasil. Os números comprovam o atraso. De acordo com o Índice Fiesp de Competitividade das Nações, o gasto em P&D no Brasil subiu de 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB), em 1997, para aproximadamente 1,1%, em 2008. Enquanto isso, as melhores práticas em países mais competitivos, veio mantendo-se em torno de 2,8%. Para se ter uma idéia de dimensão, o gasto em P&D da indústria brasileira foi de R$ 12,4 bilhões (2008). Parece muito? É pouco!
Para reverter esse cenário, é preciso enfrentar o desafio institucionalmente. Precisamos aprimorar e ampliar o financiamento à inovação, inclusive não reembolsável. Temos de reestruturar incentivos fiscais que ampliem a utilização. É necessário aumentar investimentos em Tecnologia Industrial Básica (TIB). É fundamental ampliar as garantias à propriedade intelectual, o que só acontece reconhecendo efetivamente a educação superior, como parte primordial do Sistema Nacional de Inovação, mas não como a conhecimento atualmente, ela precisa reformular-se por completo, focando na pesquisa como base para educação e em sua aplicação como essência da atividade de extensão. Trata-se de uma nova dimensão social.
Para que o Brasil viabilize uma ambiente propicio a inovação, o Estado deve assumir o compromisso de articular e perseguir um plano de longo prazo, com metas, projetos e programas bem estruturados, que tenham recursos garantidos.
Por isso tudo, este tema tem ocupado tanto espaço nas propostas dos planos de governo dos candidatos a uma vaga nas próximas eleições. Acontece, que na maioria dos casos, eles sequer sabem do que estão falando, muito menos, da dimensão exata do assunto que estão propondo. Ou seja, não vai acontecer. Eles não irão conseguir executar!
Isso é condicionante ao futuro soberano do país como nação.
Às organizações é essencial à sua competitividade, mas principalmente à sobrevivência.
Aos municípios é o condicionante que manterá nele as futuras gerações, com garantias de mais e melhores renda.
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