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segunda-feira, 13 de junho de 2011

A Unisul traz a Tubarão o futuro contemporâneo

Esta semana, além da comunidade universitária tubaronense, toda a região vive um momento de encontro com o futuro. Refiro-me a inauguração do Centro de Convivência, parte do Plano Diretor Físico do Campus Universitário de Tubarão, entregue em 2008 à Unisul. O Plano constitui-se em um norteador político para as obras físicas, filosóficas e ideologicamente articuladas.

A proposta é de um Campus contemporâneo, sustentável, voltado para as pessoas e harmônico com o meio em que está inserido. Assim, o Campus, tornar-se-á um espaço aberto, sem muros, barreiras físicas, conceituais ou preconceituais, permitindo, em seus espaços físico ou virtual, a conexão, integrando-se em plenitude ao seu entorno e a uma concepção de mundo.

O Centro de Convivência, agora inaugurado, juntamente com as quadras cobertas, o palco de eventos ao ar livre e as obras iniciais de reparo no prédio sede são as primeiras das diversas obras conceitual e estruturalmente previstas no Plano Diretor Físico do Campus Universitário de Tubarão que irão posicioná-lo como um Campus Parque. Este será implementado, ao longo dos próximos vinte anos, de acordo com um cronograma específico de obras consecutivas.

Localizado estrategicamente no centro físico do Campus Universitário de Tubarão, este Centro de Convivência, foi concebido e está organizado, no contexto geral do Campus Parque, a partir das concepções e princípios de bem-estar, humanização e melhoria da vida acadêmica, e,estruturado e integrado para atender também a comunidade do entorno da Universidade.

Preservando  amplos espaços livres, será privilegiada a permeabilidade do solo, o que permitirá a viabilização de um jardim botânico, onde se disponibilizará exemplares de espécies nativas da flora e da fauna catarinense. Além disso, o tratamento e destinação de resíduos,  a promoção plena à acessibilidade, juntamente com o restauro estrutural do prédio principal resultarão em compromissos com o resgate histórico da Universidade nesta região do estado, caracterizando um espaço de respeito à vida e à preservação ambiental.
O Campus da Unisul de Tubarão será um centro de conhecimento, cultura, artes e esportes. Sem dúvida, se constituirá no mais belo e harmônico campus universitário do Estado, figurando entre os mais bem elaborados e planejados do País, o que o tornará um orgulho para nossa geração.
E você estudante, professor, funcionário da Unisul pertencentes ao Campus de Tubarão, conhece e acompanha a implementação deste Plano Diretor Físico do Campus Universitário de Tubarão?
 Tubaronense, como você se vê diante desta possibilidade de um novo e agradável espaço físico a sua disposição?
Como você se vê ocupando e aproveitando todo este potencial com a natureza a sua disposição?

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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Geração pós Y - os jovens de hoje - como pensam e como agem

Dia desses, a revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios trouxe uma matéria bastante interessante acerca das características que marcam a geração pós-Y, agrupamento social que se forma pelas pessoas jovens, hoje, na faixa dos 20 anos, portanto, a força de trabalho do futuro desta nação. Daí, a importância ímpar de conhecê-las, em detalhes, e descobrir se estamos, e, em que nível, conectados com essa massa de brasileiros que comandarão o futuro do país.

Para Laura Kroeff, da Agência box 1824 e Renato Meirelles, da Data Popular, o grande diferencial da geração Y está no acesso ao conhecimento, através do estudo. Aqueles que a integram, mesmo os que pertencem à classe C, estudam mais do que seus pais estudaram, o que lhes proporciona uma melhor dinâmica de acesso à informação e ao conhecimento, tornando-os mais críticos e capazes de posições mais consistentes. 

O que interessa a você, que me segue neste blog e pertence a essa faixa etária, é saber identificar se já adquiriu essas habilidades e competências. São elas que lhe agregarão o diferencial necessário para tornar-se competitivo no mundo contemporâneo.

Mais do que conhecer essas tendências, você, jovem, precisa saber como adaptá-las e como utilizá-las em sua rotina de vida. Por isso, nesta semana, trago para reflexão, seis pontos especialmente listados. Eles permitem entender e falar a língua da sua geração.
Donos do próprio nariz
O empreendedorismo está na veia. Criativos, serão experts em identificar novas oportunidades, carreiras e nichos de negócios inéditos.

Imediatistas e focados
A palavra de ordem é meta – atingida cedo com a ajuda do acesso fácil ao crédito.

Tudo ao mesmo tempo - agora
O atual conceito de realização pessoal, focado na profissão, será coisa do passado. São  sujeitos que dominam sua vida e seu tempo. Trabalham no que gostam, mas não abrem mão de gerar renda com seu hobby. “Será a era dos médicos/DJs ou dos advogados/cervejeiros.”

Mais que globalizados
Constrói relações pautadas na ausência de fronteiras. Viajam para se qualificar, ampliar conhecimentos e “trocar valores”.

Exigentes na hora de comprar
São consumistas. Porém, a forma como as marcas lidam com justiça social e respeito ao ambiente pesarão na decisão de compra.

Eu sou o que eu visto:
No quesito moda, haverá uma incansável busca por diferenciação, mas também por inclusão social, dependendo do nível social.

Agora que já dei as dicas aos meus seguidores jovens que se incluem na geração Y, quero também chamar atenção dos que me seguem, mas pertencem a gerações anteriores: X, Z, ou outras “tribos”, para que essas questões fundamentais permitam a todos um posicionamento pessoal adequado à contemporaneidade.

Percebam que estamos falando de características de grupos de consumidores em potencial. Então, surge a pergunta: O que estamos fazendo para interagir e conquistar a decisão de consumo dessa geração?

Qual grau de compreensão e tradução do perfil decisor em prol de adequação dos portfólios e dos serviços de atendimento nas organizações que se propõem a se perpetuar?

Gostaria de conhecer, esta semana, a opinião e os comentários de cada um dos que me dão o prazer da visita, para enriquecermos este debate.

Posso contar com cada um de vocês?

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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Da teoria pedagógica à pratica na sala de aula

O acesso à informação está praticamente universalizado. Na sociedade do conhecimento, já é evidente que a aprendizagem superou o ensino. Retransmitir informações não é mais papel do professor, uma vez que nem ele nem a instituição de ensino são mais detentores exclusivos do conhecimento. Aliás, algumas outras fontes já o disponibilizam de forma bem mais eficaz.

O que fica evidente é que se a instituição de ensino ainda não privilegiou a aprendizagem, terá de adotar providências nesse sentido, o mais breve possível. Afinal, o tempo não espera, e, muito menos perdoa o vacilo.

Recentemente, postamos o artigo “Uma alternativa de caminhada pedagógica para a educação brasileira”. Nele, procura-se demonstrar a movimentação acadêmica e pedagógica que vem sendo preconizada na Unisul, como uma referência ilustrativa desse movimento.

Mas, o fato é que ainda é comum ouvir afirmações de professores, como esta: "Eu ensinei, não tenho culpa que ninguém aprendeu". Esse mesmo professor, após essa afirmação, em entrevista com o eminente consultor educacional - Ryon Braga, presidente da Hoper Educação, vangloriou-se de ter reprovado em sua disciplina, 65% de seus alunos.

O episódio acima demonstra que estamos frente ao contraditório entre as tendências mundiais de evolução social, das teorias pedagógicas e as práticas ainda vivenciadas nas salas de aulas. Por certo, esse professor ainda não compreende o novo momento que vivemos na educação no Brasil e no mundo.

Resta definir, de fato, qual o papel da educação e do educador na sociedade contemporânea.

O que interessa efetivamente é o quanto o aluno realmente aprende. A responsabilidade do professor não pode ser com o ensino, sim, com a aprendizagem.

Para isso, o professor precisa compreender que a aprendizagem é um processo. Nele, o circunstancial é o conteúdo adequado aos diferentes estilos cognitivos e à contextualização, o círculo de vida do aluno.

Reside aí, o fator crítico de sucesso de propostas pedagógicas como as em desenvolvimento na Unisul.

Há características marcantes entre a sociedade do conhecimento e a sociedade da informação. Cabe ao educador, nesse novo contexto, aprofundar a compreensão da informação e, juntamente com seus alunos, transformá-la em conhecimento aplicado à solução de problemas distintos. Interessa desenvolver, ou proporcionar a capacidade de aprender rapidamente como se resolve uma situação-problema, pois como as condicionantes na origem se alteram rapidamente, amanhã, a questão já será outra, e  portanto, as soluções terão que ser distintas. Não há como solucionar problemas novos, provocados por causas novas, com métodos antigos.

De acordo com Rayon,  surgem, então, elementos essenciais a esta nova fase processual da educação:
·        
Mudança do foco no ensino para o foco na aprendizagem.

Aprendizagem centrada no estudante, apoiada na tecnologia da informação.

Sistema de acompanhamento e orientação constante, com métodos avaliativos processuais.
·        
Professor com atributos de orientador das atividades opcionais e obrigatórias selecionadas para o itinerário pretendido pelo aluno.

Estrutura docente com mais tempo de dedicação ao aprendizado.

Professor posicionado como gestor do processo de aprendizagem do estudante.

·         Portabilidade - aluno gestor do seu conjunto de competências adquiridas.


Como você se vê frente a essas tendências pedagógicas? Você se sente preparado para ensinar e para aprender, neste novo contexto? 

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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Brasileiro com espírito empreendedor

Entre tantos títulos conquistados pelo Brasil, há um especial, conquistado no último ano, é o de maior taxa empreendedora entre os países integrantes do G20.
Isso mostra que a performance brasileira vem crescendo e melhorando. Em 2009, a Taxa de Empreendedores em Estágio Inicial – TEA - do Brasil havia sido de 15,3%, ocupando a segunda posição no grupo do G20. Hoje, o Brasil (17,5%), está à frente da China (14,4%), Argentina (14,2%), Austrália (7,8%), Estados Unidos (7,6%) e Rússia (3,9%), o que nos estimula e anima muito, pois nos faz acreditar em uma nação independente e soberana para o futuro.

A conquista supracitada, publicada na11ª edição da Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM 2010)1, divulgada pelo Serviço de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) , considerou a população entre 18 e 64 anos. Isso significa que 21,1 milhões de brasileiros exerceram atividade empreendedora ano passado.

Elisa Corrêa, em um artigo que publicou na Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, de abril de 2011, aponta o resultado de uma pesquisa sobre a melhor idade para se tornar empresário, portanto, empreender. A ideia do artigo foi promover uma discussão sobre qual a melhor fase da vida , considerando-se os prós e contras em cada uma delas, para se decidir sobre o próprio negócio.

O estudo apontou os mais velhos como os mais propensos a assumirem projetos inovadores e mais prédispostos a assumirem riscos.  O que afasta o ânimo de investidores inovadores é que o índice de probabilidade de sucesso de um empreendimento inovador é de difícil avaliação.

Nesse caso, o conselho do Sebrae parece ser o mais adequado para vencer a insegurança e empreender: “Não pense que existe solução fácil. O caso de quem deu certo de primeira e está crescendo 300% ao ano é exceção, existem um ou dois. Empreender não vai te deixar rico da noite para o dia, tenha você 18 ou 62 anos, mas, com certeza, vai te fazer mais feliz”.

Mas, o que tudo isso tem a ver com a gente, em Tubarão e com o sul de Santa Catarina?

Tem a ver com a eminente necessidade que temos, por viver em uma região estagnada economicamente, mas que vem recebendo investimentos estruturantes, em especial investimentos que permitem a formação de um completo modal logístico integrado, que por si só não exercerá qualquer influência sobre a agregação de valor e renda à região. Entretanto, associado a iniciativas empreendedoras com graus distintos de inovação, poderá gerar incrementos de negócios, alguns de alta complexidade e conhecimento tecnológico altamente especializado, criando, então, empregos com alto valor agregado, e, com isso, impulsionar fortemente a renda regional para cima.

Por essa razão é que a característica criativa do povo brasileiro e as potencialidades de infraestrutura instaladas e que se estão instalando na região sul de Santa Catarina fazem com que a população local, de modo especial o jovem - de espírito e mente-  encoraje-se e assuma a liderança, frente a essa imperiosa necessidade de investir e implementar novos e vigorosos negócios regionais.

Então, o que quero e provoco com este post é que você que me acompanha, seja criativo, estude, descubra novas oportunidades e invista em ser dono de seu próprio negócio e de seu destino.

Que tal, vamos entrar nessa onda e vencer, construindo nosso próprio futuro?


Um grande abraço e até a próxima semana.


1- GEM é realizado no exterior desde 1999, e no Brasil desde 2001. É coordenado pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP) e pelo Sebrae. Para realizar a pesquisa no Brasil, foram entrevistados 2 mil pessoas de maio a julho de 2010 em 27 cidades brasileiras em todas as regiões do País. No mundo a pesquisa entrevistou mais de 180 mil pessoas em 60 países.

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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Uma alternativa de caminhada pedagógica para a educação brasileira


A comunidade universitária regional, em especial a da Unisul, vive, em termos acadêmicos, um momento feliz.

Trata-se da conclusão, esta semana, de mais uma etapa do processo de construção do novo modelo acadêmico para a Universidade, pautado nas premissas conceituais de educação permanente, por toda a vida.

O Projeto Acadêmico de UnA e as Diretrizes Acadêmicas para Graduação constituem-se em dois importantes documentos estruturantes e norteadores para a implementação do modelo acadêmico que se pretende para a Unisul.

Ambos os documentos sintetizam o esforço empreendido por docentes e pesquisadores da área acadêmica, agrupados nas quatro áreas de conhecimento instituídos na Unisul e expressam os pensamentos que lançam luz sobre a política educacional em que a Unisul acredita para a qualificação da formação científica, acadêmica e cidadã de seus alunos, durante toda a vida deles.

Dentre algumas ideias-chave utilizadas nesses documentos e exposições sobre eles, dando a exata dimensão da construção que essa caminhada proporcionará, destacam-se:
·         processos de ensino e de aprendizagem ocorrendo a partir da pesquisa e da extensão;
·         planejamento das ações acadêmicas integradas na origem;
·         flexibilidade e dinamicidade nas alternativas de composição dos currículos de vida;
·         processos formativos integrados e interdisciplinares;
·         reconhecimento e validação dos itinerários pessoais e externos ao mundo escolar;
·         mobilidade acadêmica integrando as trajetórias formativas do aluno.

Todo o processo garante o envolvimento gradual da comunidade universitária  na construção do itinerário e da trajetória de formação universitária, o que impõe uma ampla, completa e profunda transformação da Universidade que hoje conhecemos. Por isso, é fundamental buscar conhecer a que nível de envolvimento e integração cada integrante das diversas comunidades que constituem a Universidade está disposto.

Você, aluno, professor, futuro aluno, por exemplo, está se integrando através da participação efetiva neste processo?

Está disposto a se envolver e a se comprometer com a construção desta caminhada?

Quero muito conhecer seu ponto de vista no espaço deste Blog. Participe e contribua com a construção estruturante de seu próprio futuro.

Um abraço e até a próxima.

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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Fórum Parlamentar Catarinense: eficaz ou mais um encontro?

O Fórum Parlamentar Catarinense, realizado na última semana, no sul de Santa Catarina, como conceito, sem dúvida, foi uma iniciativa interessante e bem legal. Afinal, atraiu diversas lideranças interessadas nos assuntos regionais.

Entre as autoridades políticas que se manifestaram, ao meu gosto, destacam-se apenas três. A deputada Carmem Zanoto, que mostrou comprometimento e entendimento das questões segmentadas do grupo que assume representar, ou seja, da saúde, apelando pela defesa da aprovação da emenda parlamentar 29, que regula o setor.
 
O Senador Paulo Bauer, que assumiu compromissos com a pauta de interesse das universidades comunitárias, mostrando estar atento e alinhado com as prioridades do assunto para as instituições de ensino superior catarinense, o que é bom, para todos os catarinenses.
 
Ainda entre as autoridades, por integrar a mesa como anfitrião, o prefeito de Tubarão, Manoel Bertoncini, também mostrou-se eficaz e conectado, ao dedicar parte de sua manifestação para apelar pela priorização, na pauta parlamentar, das discussões e deliberação sobre a reforma fiscal, como premissa para encaminhamento de todos os outros problemas das políticas públicas.

Outros que se destacaram, sem contudo estarem entre as autoridades principais, foram o prefeito Beto Martins, de Imbituba, que mostrou pleno conhecimento da estruturação regional, ao apontar a relevância e estratégia de voltar as atenções para o epicentro de desenvolvimento regional, a partir das pendências para plena operação comercial do Porto de Imbituba. Destacou-se também o empresário Murilo Bortoluzzi que, ao apresentar o Projeto da via Serra Mar, parte da estratégia dos Encantos do Sul, mostrou profundo conhecimento e entendimento das questões regionais estruturantes prioritárias.

Mas, como nem tudo são flores, por outro lado, o Fórum perdeu, e perdeu muito, pela escolha de um cerimonial (se é que havia) e ritualística, ultrapassados, velho e tacanhos, que procurou, unicamente demonstrar poder e autoridade, pela prioridade da fala. Isso, matou e mata qualquer iniciativa com cunho de aproximação e participação popular efetiva. Pois põe o cidadão, que quer participar, em segundo plano, até na ordem de falar.

A pauta, invertida em relação à importância das reflexões e manifestações, como se fosse uma pirâmide de cabeça para baixo, priorizou as falas, na etapa inicial – que durou mais de duas horas - aos parlamentares federais presentes (8 deputados e 1 senador), o que transformou o encontro em um chato e cansativo monólogo, sem profundidade alguma,  com manifestações muito rasantes em relação a complexidade e importância dos temas para o desenvolvimento regional.
 
Mais chato mesmo, e feio para os parlamentares, foi que ao passarem a palavra aos representantes empresariais e comunitários, assim que estes começaram a falar, os deputados e o senador – exceto o Celso Maldaner e Carmem Zanoto – se dispersaram, começando conversar assuntos paralelos e se dedicando ao cafezinho – afinal já se iam quase duas horas e meia de Fórum, e ninguém é de ferro - o que atrapalhou aos presentes, que procuraram, respeitosamente, acompanhar o pensamento e o raciocínios dos que ainda falavam e falariam. Alias, ponderações muito relevantes e significativas foram manifestadas pelas lideranças e representantes empresariais e sociais da região. Pena, que a eles, os parlamentares não deram ouvidos.

No fundo mesmo, foram estas lideranças regionais, empresários e dirigentes de entidades locais, que salvaram as horas investidas na participação do Fórum Parlamentar Catarinense, mesmo tendo ficado para se manifestarem no final do evento, quando muitos já haviam desistido e voltado para suas casas. Ou seja, nem tudo foi ruim. Não foi total perda de tempo, talvez tenha sido um tempo mal empregado.

Frente a este cenário, o que você pensa do papel, da atuação e  da postura dos seu representantes políticos, na esfera municipal, estadual e federal? Eles têm cumprido com os compromissos que assumiram ao se candidatarem? Eles têm prestado contas e dado satisfação a você e a todos nós, sobre o desempenho e a performance deles em nossa representação? Gostaríamos, todos que visitam este Blog, de conhecer a opinião de cada um de nós.

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segunda-feira, 2 de maio de 2011

No Brasil que bate recordes de produção agrícola, há 21 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza.

Presidi, com muita honra, semanas atrás, a sessão solene de colação de grau da turma de Agronomia 2010/B. Foi um evento solene, festivo e emocionante, mas que também serviu para uma reflexão entre os oradores e o público presente sobre as carências públicas em relação às políticas agrícolas, agrárias e do agronegócio.

O orador da turma formando Ricardone de Souza Neto, o paraninfo, professor Sílvio e eu abordamos as responsabilidades, os compromissos, as oportunidades e a amplitude de atuação profissional na área agrícola nacional.

Discutimos as políticas nacionais para o segmento agrícola e do agronegócio,  os crescentes níveis da produção de grãos, o acelerado processo de evolução tecnológica, os efeitos do desenvolvimento sobre a devastação ambiental e o impacto sobre as alterações climáticas, as possibilidades de inclusão social pela geração de emprego e renda na área rural, mas também o violento processo de exclusão social que a exploração do trabalho agrícola promove por todo o país, em especial nas regiões potencialmente rurais.

Um dos enfrentamentos fundamentais a serem assumidos pelos novos e comprometidos profissionais das áreas agrárias consiste na discrepância entre a injusta concentração de latifúndios, alguns improdutivos, nas mãos de poucos ruralistas e a necessidade do trabalhador rural migrar para as cidades -o famoso êxodo rural- em busca de melhores condições.

Buscamos chamar a atenção dos que prestigiavam a conclusão de mais uma etapa do ciclo de vida daqueles jovens formandos, para a incoerência e até inconsistência que cerca o Brasil. Nesse mesmo país que atinge recordes constantes de produção de grão, mais de vinte milhões de brasileiros vivem economicamente abaixo da linha de pobreza. Não possuem renda, ou ela é muito baixa e, por isso, recebem do governo subsídios financeiros, de recursos sociais, juntamente com cestas básicas e medicamentos.

 Se por um lado, durante as reflexões provocadas, lembramos a profundidade e a complexidade dos desafios que precisam ser enfrentados, por outro, lembramos também aos presentes que os 28 mais novos engenheiros agrônomos têm o domínio pleno e consistente das bases conceituais e introdução a práticas profissionais que lhes permitem atuar como agentes sociais ativos na transformação dessa realidade, com iniciativa empreendedora e competência técnico-científica capazes de mover a realidade para patamares mais justos e nobres. 

Fica, então, a questão, para a qual gostaria de ter a sua colaboração: como e com que olhos você vê essa situação, mais especialmente, que realidade se vê a outros olhos, e, com que alternativas se prevê a solução dessa realidade?

Um abraço forte a até a próxima semana.

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