A saúde pública brasileira, que se gaba por ter exportado profissionais médicos de Cuba, Bolívia e outros parceiros latino americanos, sob qualquer das dimensões avaliadas, está simplesmente um caos, aliás, pode-se aproveitar o trocadilho e afirmar que a saúde está na UTI em estado terminal.
O Programa Saúde da Família, que se trata de uma das mais eficazes estratégias de saúde preventiva já identificadas no Mundo, carece de médico. Os dentistas não cumprem seus horários e deixam atendimentos a desejar, os fisioterapeutas, psicólogos e outros profissionais da equipe multidisciplinar, que asseguram a excelência do Programa, ainda não estão plenamente incorporados por falta de recursos nas prefeituras e as enfermeiras, talvez o profissional mais antigo incorporado ao atendimento domiciliar e próximo da residência do cidadão, segue com práticas antigas, obsoletas e desajustadas ao que o Programa preconiza.
Este é o cenário mais comum e presente nas equipes de estratégia saúde de família implantados pelo Brasil. Na síntese, talvez com mais médicos (importados), falta competência e habilidades especificas, falta equipamentos, falta exames de imagem, falta remédios e falta infraestrutura adequada para o atendimento.
Quando o problema impõe o atendimento hospitalar, a matéria exibida pelo Programa Fantástico: o Show da Vida do último domingo, foi preciso e profundo ao mostrar a brutal realidade em 81% dos hospitais brasileiros auditados pelo Tribunal de Contas da União.
Espero que o povo brasileiro, como eu, tenha indignado-se com o que viu e ouviu!
Faltam vagas nas UTIs, médicos de folga trabalham para suprir alguns irresponsáveis que faltam ao seu turno de plantão, idosos aguardam por dias nos corredores, homens, mulheres e crianças se amontoam a espera do atendimento especializado, diagnósticos gravíssimos que necessitam de exames de imagem são retardados por semanas e determinações judiciais simplesmente são descumpridas por gestores hospitalares irresponsáveis.
Fico com o sentimento mais angustiado ainda quando percebo equipamentos adquiridos a meses e ainda encaixotados, sob o argumento de que necessitam de licitação para intalá-los. Ora, ao adquiri-los, não sabia-se que teriam que ser instalados e que a simples aquisição não solucionaria o problema? Mais grave ainda, ao ouvir de um dos secretários de saúde entrevistado, que “pelo menos os pacientes estão em macas confortáveis.”. Tenha paciência né, no mínimo, este senhor deveria ser exonerado!
Tudo isto retrata a saúde que os brasileiros precisam em parte dos hospitais no País, e não encontram.
E você, como viu tudo isso?
O que pensa em fazer para reverter esta situação?
O fato é que se nada for feito, nada se alterará!
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terça-feira, 27 de maio de 2014
terça-feira, 6 de maio de 2014
Vícios que maltratam a humanidade
Esta semana me deu vontade de refletir sobre um tema que possibilita uma autocritica bem interessante, porque pretendo provocar pensarmos na vida, em nossas vidas.
Nos últimos dias, tenho dedicado-me a perceber a frequência e a profundidade com que a mediocridade e a hipocrisia são praticadas e afetam a vida das pessoas. As nossas vidas!
Mediocridade, no Dicionário on line, é apresentada como a desconsideração para as circunstâncias entre a abundância e a pobreza. Refere-se ao que não possui valor; desprovido de mérito; pequenez: sem valor de ideias. Mas também inclui as pessoas sem talento. Na Wikipédia, traduz-se a mediocridade como a percepção filosófica de que não há nada de especial com o Ser Humano ou com a Terra.
No outro lado a hipocrisia que, pela Wikipédia, apresenta-se como o ato de fingir ter crença, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não as possui. De forma mais simplificada é atribuir ao outro responsabilidades e metas que nós mesmos não praticamos ou atingimos.
Imaginem agora, estes dois vícios desgraçados, presente nas pessoas e influindo nas relações interpessoais.
Isso é o que acontece, com muita frequência, nas relações sociais formais.
As pessoas, entre elas medíocres e hipócritas, relacionam-se com outras de boas atitudes. O problema maior é que a característica pacífica e em algum extremo até de acomodação pela omissão faz com que aqueles de boas atitudes percebam os atos de mediocridade e hipocrisia, mas nada fazem, não combatem, não se opõem e enfrentam.
A partir de minhas percepções o pior é que, por conta dos interesses imbuídos nas relações formais, as pessoas continuam a se relacionar e até sorrirem e abraçarem-se.
Esta prática não combatida, não isolada, não enfrentada com estratégias adequadas, vai gradualmente degradando as relações e afetando, talvez em dimensões irreversíveis, toda humanidade.
Vale a pena dedicar-se, perceber e refletir sobre as incidências destes males em nossos meios, em seu meio, e pensar como combatê-los.
Boa semana para todos nós!
Nos últimos dias, tenho dedicado-me a perceber a frequência e a profundidade com que a mediocridade e a hipocrisia são praticadas e afetam a vida das pessoas. As nossas vidas!
Mediocridade, no Dicionário on line, é apresentada como a desconsideração para as circunstâncias entre a abundância e a pobreza. Refere-se ao que não possui valor; desprovido de mérito; pequenez: sem valor de ideias. Mas também inclui as pessoas sem talento. Na Wikipédia, traduz-se a mediocridade como a percepção filosófica de que não há nada de especial com o Ser Humano ou com a Terra.
No outro lado a hipocrisia que, pela Wikipédia, apresenta-se como o ato de fingir ter crença, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não as possui. De forma mais simplificada é atribuir ao outro responsabilidades e metas que nós mesmos não praticamos ou atingimos.
Imaginem agora, estes dois vícios desgraçados, presente nas pessoas e influindo nas relações interpessoais.
Isso é o que acontece, com muita frequência, nas relações sociais formais.
As pessoas, entre elas medíocres e hipócritas, relacionam-se com outras de boas atitudes. O problema maior é que a característica pacífica e em algum extremo até de acomodação pela omissão faz com que aqueles de boas atitudes percebam os atos de mediocridade e hipocrisia, mas nada fazem, não combatem, não se opõem e enfrentam.
A partir de minhas percepções o pior é que, por conta dos interesses imbuídos nas relações formais, as pessoas continuam a se relacionar e até sorrirem e abraçarem-se.
Esta prática não combatida, não isolada, não enfrentada com estratégias adequadas, vai gradualmente degradando as relações e afetando, talvez em dimensões irreversíveis, toda humanidade.
Vale a pena dedicar-se, perceber e refletir sobre as incidências destes males em nossos meios, em seu meio, e pensar como combatê-los.
Boa semana para todos nós!
terça-feira, 22 de abril de 2014
Por nossas cidades melhores, para as pessoas
Na última semana participamos do 1º Seminário Nacional de Mobilidade Urbana, promovido pela Câmara dos Deputados, através da Comissão Especial de Mobilidade Urbana, constituída para viabilizar o Plano Nacional de Mobilidade Urbana. A Comissão é presidida pelo deputado catarinense Ronaldo Benedet, e caracteriza-se por uma iniciativa necessária para melhorar o lugar onde vivemos, moramos e trabalhamos: as cidades.
Ficou evidenciada a distância entre o real e o desejável para atender ao mínimo necessário para que as cidades, o entorno delas e os meios de acesso aos equipamentos instalados, sejam efetivos. Eles estão obstruídos, e não há garantia de acesso mínimo aos brasileiros, aos equipamentos públicos de usos comuns.
Um dos participantes, um ciclista, chamou-nos atenção para que, antes de tudo, o Plano assegure o básico, as questões e condições mínimas de acesso das pessoas aos diversos espaços.
Como exemplo, ele citou os portadores de necessidades especiais, que tem garantido acesso, contudo, ele se dá de forma parcial, e não universalizada nas cidades. Portanto, se a mobilidade não permite o deslocamento pleno, de um lugar a outro, ela não é efetiva, é restrita e está obstruída.
O ciclista expôs ainda uma caso, dos próprios ciclistas, relatando a dificuldade de transitar em uma cidade plana, usando o exemplo de Criciúma, em que o deslocamento é disputado com os veículos, leves e pesados, que transitam pelos centros urbanos. Quando os veículos são vencidos e o deslocamento superado, no destino, em geral, não há bicicletários ou vestiários apropriados para o ciclista recompor-se na chegada.
Em 2007, ao lançarmos o Plano Diretor Físico do Campus de Tubarão, já destacávamos questões como estas, alertando que as ações de mobilidade precisam ir para além das previsões legais. Elas devem garantir acesso pleno aos espaços e também aos conteúdos neles disponíveis, pois do contrário, não haverá garantia de acesso assegurado.
Enfim, por um lado a Lei, em parte velha, sistematizada em um único Plano Nacional, de outro, as deficiências estruturais e obstáculos, desde os mínimos, que impedem o livre acesso das pessoas aos equipamentos públicos de uso comum.
Desta realidade, nossa conclusão e as considerações que deixamos ao Seminário e ao Relatório da Comissão, de forma geral foram as seguintes:
1. Garantia plena de acesso aos portadores de necessidades especiais aos equipamentos públicos de uso comum e aos espaços diversos nas cidades.
2. Revitalização dos equipamentos públicos, em especial nos centros antigos das cidades, valorizando-se o acesso das pessoas.
3. Replanejamento das cidades, possibilitando reorganização dos espaços apropriados para as pessoas trabalharem, estudarem, divertir-se e morarem, tudo no mesmo bairro ou micro região.
4. Privilegiamento do acesso das pessoas aos equipamentos sem utilização de veículos, ou preferencialmente com bicicleta, veículos coletivos de fácil locomoção.
5. Reprogramação da matriz logística de transporte nacional, privilegiando o transporte fluvial, ferroviário, rodoviário e aéreo.
6. Redesenhar o fluxo, integrando os equipamentos e potencialidades por toda região litorânea (macro maquete litorânea).
Ficou evidenciada a distância entre o real e o desejável para atender ao mínimo necessário para que as cidades, o entorno delas e os meios de acesso aos equipamentos instalados, sejam efetivos. Eles estão obstruídos, e não há garantia de acesso mínimo aos brasileiros, aos equipamentos públicos de usos comuns.
Um dos participantes, um ciclista, chamou-nos atenção para que, antes de tudo, o Plano assegure o básico, as questões e condições mínimas de acesso das pessoas aos diversos espaços.
Como exemplo, ele citou os portadores de necessidades especiais, que tem garantido acesso, contudo, ele se dá de forma parcial, e não universalizada nas cidades. Portanto, se a mobilidade não permite o deslocamento pleno, de um lugar a outro, ela não é efetiva, é restrita e está obstruída.
O ciclista expôs ainda uma caso, dos próprios ciclistas, relatando a dificuldade de transitar em uma cidade plana, usando o exemplo de Criciúma, em que o deslocamento é disputado com os veículos, leves e pesados, que transitam pelos centros urbanos. Quando os veículos são vencidos e o deslocamento superado, no destino, em geral, não há bicicletários ou vestiários apropriados para o ciclista recompor-se na chegada.
Em 2007, ao lançarmos o Plano Diretor Físico do Campus de Tubarão, já destacávamos questões como estas, alertando que as ações de mobilidade precisam ir para além das previsões legais. Elas devem garantir acesso pleno aos espaços e também aos conteúdos neles disponíveis, pois do contrário, não haverá garantia de acesso assegurado.
Enfim, por um lado a Lei, em parte velha, sistematizada em um único Plano Nacional, de outro, as deficiências estruturais e obstáculos, desde os mínimos, que impedem o livre acesso das pessoas aos equipamentos públicos de uso comum.
Desta realidade, nossa conclusão e as considerações que deixamos ao Seminário e ao Relatório da Comissão, de forma geral foram as seguintes:
1. Garantia plena de acesso aos portadores de necessidades especiais aos equipamentos públicos de uso comum e aos espaços diversos nas cidades.
2. Revitalização dos equipamentos públicos, em especial nos centros antigos das cidades, valorizando-se o acesso das pessoas.
3. Replanejamento das cidades, possibilitando reorganização dos espaços apropriados para as pessoas trabalharem, estudarem, divertir-se e morarem, tudo no mesmo bairro ou micro região.
4. Privilegiamento do acesso das pessoas aos equipamentos sem utilização de veículos, ou preferencialmente com bicicleta, veículos coletivos de fácil locomoção.
5. Reprogramação da matriz logística de transporte nacional, privilegiando o transporte fluvial, ferroviário, rodoviário e aéreo.
6. Redesenhar o fluxo, integrando os equipamentos e potencialidades por toda região litorânea (macro maquete litorânea).
terça-feira, 15 de abril de 2014
Queridos companheiros deste canal de comunicação,
Excepcionalmente esta semana, em função do feriado prolongado em comemoração da semana santa, não postaremos novos conteúdos. Na próxima terça-feira estará no ar normalmente um novo e interessante post, abordando o Seminário Nacional de Mobilidade Urbana.
Abraço e excelente feriado a cada um.
Excepcionalmente esta semana, em função do feriado prolongado em comemoração da semana santa, não postaremos novos conteúdos. Na próxima terça-feira estará no ar normalmente um novo e interessante post, abordando o Seminário Nacional de Mobilidade Urbana.
Abraço e excelente feriado a cada um.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
O petróleo e a Petrobras são nossos!
O final dos anos de 1940, após a segunda Grande Guerra Mundial e com o fim da ditadura do Estado Novo, o Brasil ficou marcado por uma forte campanha nacionalista que estimulava o sentimento de pertencimento do petróleo nacional ao povo brasileiro. Este período e a campanha nacionalista entraram para a história a partir do slogan: “O petróleo é nosso!”. Esta foi uma campanha que mobilizou a nação.
Agora, setenta e três anos depois, a nação volta a mobilizar-se em torno do tema petróleo, contudo, mobilizada pelo sentimento de desapropriação por alguns, daquilo que é de todos, ou seja, roubaram os brasileiros. Roubaram-nos nosso maior símbolo de autonomia e independência, roubaram-nos a Petrobras. Aliás, primeiro a depredaram para depois roubá-la.
Na década de 40, a campanha nacionalista tinha um note: “Para os setores nacionalistas, a independência econômica deveria ser um complemento da liberdade política trazida pelo movimento democratizante e isto só seria possível com a exploração do petróleo brasileiro, um grito de guerra lançado na década de 30...”. Nada muito diferente do que a campanha populista deste governo ao promover os recordes consecutivos da Petrobras, ao celebrar cada nova plataforma com tecnologia nacional construída, e ao festejar, mesmo sem obter uma única gota de petróleo (ainda), a tecnologia de perfuração profunda e a descoberta do pré sal.
O caso mais recente que envergonha aos brasileiros, por nossa maior companhia nacional, foi a compra (que deveria nos orgulhar) de 50% das ações da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos por US$ 360 milhões, seis meses após ela ter sido adquirida pelos vendedores ao Brasil, por US$ 46 milhões. Como se já não bastasse a lucratividade que a companhia de Pasadena teve em menos de um ano, a Petrobras obrigou-se a pagar outros US$ 56 milhões por impostos diversos.
Em 2012, seis anos após tornar-se sócia da Refinaria de Pasadena, a Petrobras, forçada pela cláusula de put option (comum em contratos societários de grandes companhias), obrigou-se a adquirir a outra metade da empresa, passando a custar-lhe US$ 1,2 bilhões, por uma empresa, que sete anos antes foi ao mercado, avaliada por US$ 46 milhões.
Mas Pasadena não foi a única compra super mega faturada pela Petrobras, outra refinaria no Japão recebeu a mesma metodologia de análise e compra, os investimentos nas obras de construção e ampliação das refinarias no Brasil (Abreu e Lima) são a mesma coisa.
O fato é que a Petrobras está endividada, amargando grandes prejuízos, desvalorizando-se no mercado de ações e captando, cada vez mais, no mercado financeiro para superar os constantes déficits de caixa.
O que você, que como eu não viveu a era do “Petroléo é nosso”, pensa sobre a dilapidação de nosso principal patrimônio nacional?
Agora, setenta e três anos depois, a nação volta a mobilizar-se em torno do tema petróleo, contudo, mobilizada pelo sentimento de desapropriação por alguns, daquilo que é de todos, ou seja, roubaram os brasileiros. Roubaram-nos nosso maior símbolo de autonomia e independência, roubaram-nos a Petrobras. Aliás, primeiro a depredaram para depois roubá-la.
Na década de 40, a campanha nacionalista tinha um note: “Para os setores nacionalistas, a independência econômica deveria ser um complemento da liberdade política trazida pelo movimento democratizante e isto só seria possível com a exploração do petróleo brasileiro, um grito de guerra lançado na década de 30...”. Nada muito diferente do que a campanha populista deste governo ao promover os recordes consecutivos da Petrobras, ao celebrar cada nova plataforma com tecnologia nacional construída, e ao festejar, mesmo sem obter uma única gota de petróleo (ainda), a tecnologia de perfuração profunda e a descoberta do pré sal.
O caso mais recente que envergonha aos brasileiros, por nossa maior companhia nacional, foi a compra (que deveria nos orgulhar) de 50% das ações da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos por US$ 360 milhões, seis meses após ela ter sido adquirida pelos vendedores ao Brasil, por US$ 46 milhões. Como se já não bastasse a lucratividade que a companhia de Pasadena teve em menos de um ano, a Petrobras obrigou-se a pagar outros US$ 56 milhões por impostos diversos.
Em 2012, seis anos após tornar-se sócia da Refinaria de Pasadena, a Petrobras, forçada pela cláusula de put option (comum em contratos societários de grandes companhias), obrigou-se a adquirir a outra metade da empresa, passando a custar-lhe US$ 1,2 bilhões, por uma empresa, que sete anos antes foi ao mercado, avaliada por US$ 46 milhões.
Mas Pasadena não foi a única compra super mega faturada pela Petrobras, outra refinaria no Japão recebeu a mesma metodologia de análise e compra, os investimentos nas obras de construção e ampliação das refinarias no Brasil (Abreu e Lima) são a mesma coisa.
O fato é que a Petrobras está endividada, amargando grandes prejuízos, desvalorizando-se no mercado de ações e captando, cada vez mais, no mercado financeiro para superar os constantes déficits de caixa.
O que você, que como eu não viveu a era do “Petroléo é nosso”, pensa sobre a dilapidação de nosso principal patrimônio nacional?
terça-feira, 1 de abril de 2014
A morte da inovação
Queridos acompanhantes deste ambiente virtual, nesta semana quero nos provocar a pensar e tomara que os estimule a discutirmos, por que as empresas encontram dificuldades para executar novas ideias?
Provavelmente todos nós, em determinado momento, já nos frustramos, vendo ideias de inovações fenomenais, sendo vencidas pelo conservadorismo e pelo medo de inovar. Quem, entre nós, já não deparou-se ao apresentar uma possibilidade de inovação, com o clássico questionamento: “...vou fazer o papel do advogado do diabo...”.
Estas são situações que matam, na origem, a possibilidade de implementação de qualquer boa iniciativa inovadora. Elas frustram. Abomine-as!
Um dos primeiros ensinamentos para que as inovações tenham chance de prosperar, é separar-se os procedimentos e rotinas ligadas à operação, que precisam garantir a eficácia e o desempenho organizacional, seguindo rotinas de tarefas previsíveis e repetitivas, traduzidas em produtividade, das atividades estratégicas ligadas ao desenvolvimento de novas possibilidades de tecnologias, processos e procedimentos, que deem à organização outra dinâmica, mais eficaz e com maior produtividade.
Percebam que tratam-se de processos completamente diversos. Inovar impõe a inclusão de testes de criatividade e mudanças diversas de procedimentos e processos. Isso gera improvisação e inconsistência, o que é incompatível com ritmo e produtividade, como lembra Irani Cavagnoli.
Justamente por isso, que a inovação é indesejável aos que tem, simultaneamente, a responsabilidade de executar, garantindo a eficiência da operação. Dai, que atribuir ambas as responsabilidades – produzir e inovar – ao mesmo grupo, sob a mesma liderança, põe à inovação o prenuncio da morte anunciada, mais que isso, vai matando também a iniciativa inovadora na organização.
O fato é que, de acordo com Cavagnoli: “O delineamento de um modelo de gestão da inovação depende de um profundo conhecimento do ambiente interno: estratégia, cultura, estrutura, processos, pessoas, etc. de cada empresa e das características do ambiente geral e competitivo em que está inserida”.
E na organização em que você trabalha ou dirige, como as possibilidades, a cultura e o clima de inovação são tratadas e geridas?
Provavelmente todos nós, em determinado momento, já nos frustramos, vendo ideias de inovações fenomenais, sendo vencidas pelo conservadorismo e pelo medo de inovar. Quem, entre nós, já não deparou-se ao apresentar uma possibilidade de inovação, com o clássico questionamento: “...vou fazer o papel do advogado do diabo...”.
Estas são situações que matam, na origem, a possibilidade de implementação de qualquer boa iniciativa inovadora. Elas frustram. Abomine-as!
Um dos primeiros ensinamentos para que as inovações tenham chance de prosperar, é separar-se os procedimentos e rotinas ligadas à operação, que precisam garantir a eficácia e o desempenho organizacional, seguindo rotinas de tarefas previsíveis e repetitivas, traduzidas em produtividade, das atividades estratégicas ligadas ao desenvolvimento de novas possibilidades de tecnologias, processos e procedimentos, que deem à organização outra dinâmica, mais eficaz e com maior produtividade.
Percebam que tratam-se de processos completamente diversos. Inovar impõe a inclusão de testes de criatividade e mudanças diversas de procedimentos e processos. Isso gera improvisação e inconsistência, o que é incompatível com ritmo e produtividade, como lembra Irani Cavagnoli.
Justamente por isso, que a inovação é indesejável aos que tem, simultaneamente, a responsabilidade de executar, garantindo a eficiência da operação. Dai, que atribuir ambas as responsabilidades – produzir e inovar – ao mesmo grupo, sob a mesma liderança, põe à inovação o prenuncio da morte anunciada, mais que isso, vai matando também a iniciativa inovadora na organização.
O fato é que, de acordo com Cavagnoli: “O delineamento de um modelo de gestão da inovação depende de um profundo conhecimento do ambiente interno: estratégia, cultura, estrutura, processos, pessoas, etc. de cada empresa e das características do ambiente geral e competitivo em que está inserida”.
E na organização em que você trabalha ou dirige, como as possibilidades, a cultura e o clima de inovação são tratadas e geridas?
terça-feira, 25 de março de 2014
Você tem viajado?
É, viajado por ai pelo Brasil?
Então, eu viajo, a serviço, bastante, e nesta semana quero compartilhar um sentimento que está transbordando em mim.
Em nosso país, neste momento, não temos qualquer condição de infraestrutura que nos permita viajar e usufruir das potencialidades nacionais com tranquilidade.
Sobre as estradas, nem vou consumir tempo, porque todos já conhecem em detalhes a situação delas em nosso país.
Agora o que talvez você não saiba é que os aeroportos estão entulhados de gente por todos os lados e ao mesmo tempo faltam aeronaves em todas as CIAs, faltam espaços internos, os banheiros são insuficientes e estão sujos, eles são muito ruins, faltam pistas para decolagem e aterrissagem e faltam gates de acesso. Nossos aeroportos são um caos total.
Mas, se você preferir viajar de ônibus sua situação não vai mudar muito, vai apenas piorar um pouco mais porque, nas rodoviárias, nem investimentos de conservação vem recebendo, elas estão completamente sucateadas e sem qualquer cuidado. Os ônibus em si, em relação à modernidade e cuidados, equiparam-se aos aviões, ou seja, preservam o mínimo da atualização e da manutenção.
Bem, então vamos de trem, mas cadê os trilhos ligando o Brasil? Como o país é desprovido de linha férrea, não houve, nem há trens para passageiros. Os que existem e fazem trajetos urbanos, são totalmente sucateados.
E nos resta ainda optar pelo transporte marítimo. Acontece que para um país com mais de 8.600 km de litoral, praticamente não temos portos com terminais de passageiros, aliás, sempre é bom lembrar que os terminais de carga já estão completamente esgotados. Na verdade nós não temos no país mais que cinco portos com terminais de passageiros minimamente apropriados ao tráfego marítimo, aliás, no Brasil, em Cidades como Florianópolis, é proibido construir piers.
Enfim, depois desse passeio pelas condições de viagem no Brasil, é melhor nem responderem ou se responderem aconselho que a resposta seja não, não tenho viajado, não pelo Brasil.
E você, o que pensa disso tudo?
Então, eu viajo, a serviço, bastante, e nesta semana quero compartilhar um sentimento que está transbordando em mim.
Em nosso país, neste momento, não temos qualquer condição de infraestrutura que nos permita viajar e usufruir das potencialidades nacionais com tranquilidade.
Sobre as estradas, nem vou consumir tempo, porque todos já conhecem em detalhes a situação delas em nosso país.
Agora o que talvez você não saiba é que os aeroportos estão entulhados de gente por todos os lados e ao mesmo tempo faltam aeronaves em todas as CIAs, faltam espaços internos, os banheiros são insuficientes e estão sujos, eles são muito ruins, faltam pistas para decolagem e aterrissagem e faltam gates de acesso. Nossos aeroportos são um caos total.
Mas, se você preferir viajar de ônibus sua situação não vai mudar muito, vai apenas piorar um pouco mais porque, nas rodoviárias, nem investimentos de conservação vem recebendo, elas estão completamente sucateadas e sem qualquer cuidado. Os ônibus em si, em relação à modernidade e cuidados, equiparam-se aos aviões, ou seja, preservam o mínimo da atualização e da manutenção.
Bem, então vamos de trem, mas cadê os trilhos ligando o Brasil? Como o país é desprovido de linha férrea, não houve, nem há trens para passageiros. Os que existem e fazem trajetos urbanos, são totalmente sucateados.
E nos resta ainda optar pelo transporte marítimo. Acontece que para um país com mais de 8.600 km de litoral, praticamente não temos portos com terminais de passageiros, aliás, sempre é bom lembrar que os terminais de carga já estão completamente esgotados. Na verdade nós não temos no país mais que cinco portos com terminais de passageiros minimamente apropriados ao tráfego marítimo, aliás, no Brasil, em Cidades como Florianópolis, é proibido construir piers.
Enfim, depois desse passeio pelas condições de viagem no Brasil, é melhor nem responderem ou se responderem aconselho que a resposta seja não, não tenho viajado, não pelo Brasil.
E você, o que pensa disso tudo?
terça-feira, 18 de março de 2014
Empreendedorismo de verão
O ano de 2013 encerrei dialogando com a AJET-TB – Associação de Jovens Empreendedores de Tubarão –SC em seu Almoço de Ideias, um evento mensal, que proporciona a todos um bom intercâmbio de ideias e informações sobre oportunidades regionais para empreenderem. Na oportunidade, refletimos sobre os obstáculos, desafios e oportunidades que a infraestrutura macro regional em instalação na região sul de Santa Catarina impõe e oportuniza.
Nestas ocasiões, procuro chamar muita atenção à importância e relevância singular que a macro logística, em instalação nesta região, uma das únicas nesta dimensão em todo Brasil (Porto em Imbituba, Aeroporto em Jaguaruna, Ferrovia Tereza Cristina interligada à malha férrea nacional, e a Rodovia BR 101 duplicada em todo seu trecho sul) pode assumir como fator indutor à promoção nesta mesorregião, se plenamente integradas entre si e aos demais fatores de geração de desenvolvimento.
É importante iniciar a compreensão da relevância disso que afirmamos, relembrando um conceito básico de potencialização das estratégias de promoção ao desenvolvimento regional. Para que o desenvolvimento se dê de forma potencializada, é fundamental:
1 - Delimitar e identificar a região geográfica sobre a qual se deseja promover os fatores de desenvolvimento. Suas características geográficas, físico-ambientais, características do solo, intensidade dos ventos, variação climática. Elas dão a noção mais exata das possibilidades e compatibilidade com a coexistência de variáveis indutoras de promoção ao desenvolvimento.
2 – Os equipamentos naturais disponíveis, grutas, rios, lagos, mar, montanhas, presença de fontes de água mineral e termo mineral, existência de sambaquis, rota de migração, enfim, todos os equipamentos que naturalmente ficam disponíveis. Estas são variáveis postas e imutáveis, por isso, assumem relevância muito expressiva na composição da estratégia de desenvolvimento.
3 – A colonização e as pessoas sobre a região e relacionando-se aos equipamentos naturais disponíveis. As características de colonização definem o perfil de produção possível. Conhecer o perfil de colonização possibilita desenhar os atributos de competências e habilidades normais associados aos fatores de produção.
4 – A associação dos itens anteriores (delimitação da região geográfica, equipamentos naturais disponíveis, e traços e características de colonização), permitem definir com maior precisão e rigor, quais componentes tecnológicos e industriais podem ser desenvolvidos e instalados na região, potencializando a capacidade produtiva destes componentes. Daí a maximização de potencialização destes equipamentos e da força indutora de uma região com potencial de desenvolvimento.
Esta é a contextualização que colocamos em nossos diálogos e reflexões com os públicos por onde andamos despertando as oportunidades para indução à promoção e desenvolvimento regional.
No litoral sul catarinense, surgiu do encontro com os jovens empreendedores, a possibilidade real de diversos empreendimentos de verão, que são possíveis e estão por ser explorados. Fica aos presentes, o desafio de destacar estas possibilidades, e sobre elas, planos de negócios específicos podem ser desenvolvidos. Nas férias, pensei em alguns deles, e agora, compartilho aqui neste espaço com todos:
1. Maratona de verão, entre os balneários do Farol de Santa Marta e a Explanada – imaginem, que se realizada no primeiro domingo de janeiro, após o primeiro do ano, pode atrair uma parte significativa dos participantes da São Silvestre, pois iria constituir-se na primeira maratona de praia do Mundo.
2. Tour de jeepe e bug, entre as dunas de Campo Bom, Arroio Corrente, Camacho.
3. Tour de jeepe entre a lage da praia do Morro dos Conventos e os Cannions.
4. Week bike entre Garopaba e o Passo de Torres.
5. Roteiro gastronômico da garopa ao camarão pelas praias da região, incluindo os pratos típicos dos açorianos e os desenvolvidos pelos pescadores. Aliás, servidos preferencialmente nos barracos de pesca.
6. Exploração dos sambaquis em Camacho e Farol de Santa Marta.
7. Passeio e pesca de baleeiras.
Estas são ideais, algumas boas e inovadoras ideias. Mas e você, quais ideias teria para viabilizar novas oportunidades de empreender no verão, no sul de Santa Catarina?
Nestas ocasiões, procuro chamar muita atenção à importância e relevância singular que a macro logística, em instalação nesta região, uma das únicas nesta dimensão em todo Brasil (Porto em Imbituba, Aeroporto em Jaguaruna, Ferrovia Tereza Cristina interligada à malha férrea nacional, e a Rodovia BR 101 duplicada em todo seu trecho sul) pode assumir como fator indutor à promoção nesta mesorregião, se plenamente integradas entre si e aos demais fatores de geração de desenvolvimento.
É importante iniciar a compreensão da relevância disso que afirmamos, relembrando um conceito básico de potencialização das estratégias de promoção ao desenvolvimento regional. Para que o desenvolvimento se dê de forma potencializada, é fundamental:
1 - Delimitar e identificar a região geográfica sobre a qual se deseja promover os fatores de desenvolvimento. Suas características geográficas, físico-ambientais, características do solo, intensidade dos ventos, variação climática. Elas dão a noção mais exata das possibilidades e compatibilidade com a coexistência de variáveis indutoras de promoção ao desenvolvimento.
2 – Os equipamentos naturais disponíveis, grutas, rios, lagos, mar, montanhas, presença de fontes de água mineral e termo mineral, existência de sambaquis, rota de migração, enfim, todos os equipamentos que naturalmente ficam disponíveis. Estas são variáveis postas e imutáveis, por isso, assumem relevância muito expressiva na composição da estratégia de desenvolvimento.
3 – A colonização e as pessoas sobre a região e relacionando-se aos equipamentos naturais disponíveis. As características de colonização definem o perfil de produção possível. Conhecer o perfil de colonização possibilita desenhar os atributos de competências e habilidades normais associados aos fatores de produção.
4 – A associação dos itens anteriores (delimitação da região geográfica, equipamentos naturais disponíveis, e traços e características de colonização), permitem definir com maior precisão e rigor, quais componentes tecnológicos e industriais podem ser desenvolvidos e instalados na região, potencializando a capacidade produtiva destes componentes. Daí a maximização de potencialização destes equipamentos e da força indutora de uma região com potencial de desenvolvimento.
Esta é a contextualização que colocamos em nossos diálogos e reflexões com os públicos por onde andamos despertando as oportunidades para indução à promoção e desenvolvimento regional.
No litoral sul catarinense, surgiu do encontro com os jovens empreendedores, a possibilidade real de diversos empreendimentos de verão, que são possíveis e estão por ser explorados. Fica aos presentes, o desafio de destacar estas possibilidades, e sobre elas, planos de negócios específicos podem ser desenvolvidos. Nas férias, pensei em alguns deles, e agora, compartilho aqui neste espaço com todos:
1. Maratona de verão, entre os balneários do Farol de Santa Marta e a Explanada – imaginem, que se realizada no primeiro domingo de janeiro, após o primeiro do ano, pode atrair uma parte significativa dos participantes da São Silvestre, pois iria constituir-se na primeira maratona de praia do Mundo.
2. Tour de jeepe e bug, entre as dunas de Campo Bom, Arroio Corrente, Camacho.
3. Tour de jeepe entre a lage da praia do Morro dos Conventos e os Cannions.
4. Week bike entre Garopaba e o Passo de Torres.
5. Roteiro gastronômico da garopa ao camarão pelas praias da região, incluindo os pratos típicos dos açorianos e os desenvolvidos pelos pescadores. Aliás, servidos preferencialmente nos barracos de pesca.
6. Exploração dos sambaquis em Camacho e Farol de Santa Marta.
7. Passeio e pesca de baleeiras.
Estas são ideais, algumas boas e inovadoras ideias. Mas e você, quais ideias teria para viabilizar novas oportunidades de empreender no verão, no sul de Santa Catarina?
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Aprendendo com a novela das oito
Ontem vivenciei um momento bem bacana. Aliás, dois, mas um foi bem pessoal!
Na novela das oito horas, Amor à Vida, em uma das cenas a jovem Linda, uma altista, aprendendo a cozinhar, amedronta-se com o barulho do liquidificador e, calmamente, seu amigo apaixonado a ensina a dominar o medo e controlar o liquidificador. Ele mostra a ela que é ela que comanda o aparelho, e não ao contrário.
De desesperada, gradualmente ela vai ambientando-se, aproximando-se, vai adquirindo competência para controlar o aparelho e na medida em que vai ganhando confiança, aprimora as habilidades para impor-se sobre o barulhento aparelho que até então lhe assombrava.
Esta cena, embora extraída de um folhetim de novela, é uma aula de competências que vão sendo aprendidas e habilidades que vão sendo dominadas. A cena, para um analista, demonstra o processo de aprendizagem e como o conhecimento de competências específicas permite a gestão de habilidades múltiplas.
Neste contexto, podemos relembrar Paulo Freire, pelo menos eu lembro, afirmando que: “O conhecimento deve-se constituir numa ferramenta essencial para intervir no mundo. Conhecer é descobrir e construir e não copiar, como na pedagogia dos conteúdos. A educação não pode ser orientada pelo paradigma de uma empresa, que dá ênfase apenas à eficiência. Este paradigma ignora o ser humano. Segundo os construtivistas, aprende-se quando se quer aprender e só se aprende o que é significativo”.
Pense nisso, para agir com pertinência. Aprendendo com a novela das oito!
Na novela das oito horas, Amor à Vida, em uma das cenas a jovem Linda, uma altista, aprendendo a cozinhar, amedronta-se com o barulho do liquidificador e, calmamente, seu amigo apaixonado a ensina a dominar o medo e controlar o liquidificador. Ele mostra a ela que é ela que comanda o aparelho, e não ao contrário.
De desesperada, gradualmente ela vai ambientando-se, aproximando-se, vai adquirindo competência para controlar o aparelho e na medida em que vai ganhando confiança, aprimora as habilidades para impor-se sobre o barulhento aparelho que até então lhe assombrava.
Esta cena, embora extraída de um folhetim de novela, é uma aula de competências que vão sendo aprendidas e habilidades que vão sendo dominadas. A cena, para um analista, demonstra o processo de aprendizagem e como o conhecimento de competências específicas permite a gestão de habilidades múltiplas.
Neste contexto, podemos relembrar Paulo Freire, pelo menos eu lembro, afirmando que: “O conhecimento deve-se constituir numa ferramenta essencial para intervir no mundo. Conhecer é descobrir e construir e não copiar, como na pedagogia dos conteúdos. A educação não pode ser orientada pelo paradigma de uma empresa, que dá ênfase apenas à eficiência. Este paradigma ignora o ser humano. Segundo os construtivistas, aprende-se quando se quer aprender e só se aprende o que é significativo”.
Pense nisso, para agir com pertinência. Aprendendo com a novela das oito!
terça-feira, 26 de novembro de 2013
A racionalidade animal…
Nós temos em nossa família dois “cãozinhos”, são o Ody e a Mag, nossos “netos”. Neste post, vou tratar da dona Mag, que tem particularidades que precisam ser analisadas.
A Mag trata-se de uma "cachorrinha” Américan Staffordshire Terrier, de um ano e três meses. Acontece que seu espírito é de Poodle.
Na verdade, ela pertence aos nosso Projeto de genro (agora, já que atrasei esta postagem, confirmado oficialmente desde o último fim de semana como noivo) e à nossa filha. Mas a Mag vive, por circunstância da avó, que não permite que a levem, afinal, podem não tratá-la como uma Américan. Até porque fazem parte dos mimos comuns à dona Mag, às vezes, dormir conosco ou outras vezes em sua casinha, que fica posicionada na Edícula, protegida das intempéries e com vista privilegiada de diversos ambientes de nossa casa, ou seja, como se estivesse em seu quarto privativo.
Quando eu passo entre os carros na garagem ou pelas portas da sala e vejo a Mag, meiga, a descansar em sua casinha, me pego a pensar: tadinha, ali sozinha e sem companhia. Ela deve ficar triste em nos ver aqui dentro e ela presa na rua.
Então…
Neste último fim de semana, ao amanhecer, após colocá-la no lado de fora, afinal, com a tormenta que fez durante toda noite, ela precisava dormir com os “avós”, me peguei a pensar invertido: o que será que a Mag, ao nos ver “presos” aqui dentro, fica a pensar de nós? Possivelmente ela pense: coitados, presos ai dentro, sozinhos e sem a minha companhia. Eles devem ficar tristes em me ver aqui, livre e eles presos ali dentro.
Enfim, os animaizinhos de estimação têm sentimentos e parecem ter inteligência.
Pois é, quem entre estes personagens é o mais triste?
Quem está certo ao pensar as mesmas coisas: eu ou a pequena Mag?
O fato é que nossa racionalidade de seres humanos, teoricamente os únicos animais que desenvolvem a capacidade de pensar racionalmente, perdemos com o tempo a sensibilidade de compreender a natureza das coisas e da vida.
Nós, em geral, nos distanciamos das coisas que nos são essenciais, atribuindo maior valor a coisas muitas vezes supérfluas porque nos agregam valores, que muitas vezes são subliminares. Esta realidade, característica, dos seres humanos, talvez possa, a partir de uma lógica natural, ser contestada e questionada de forma muito parecida com a que fez a dona Mag ao entristecer-se por nos ver presos dentro de casa, após o temporal.
Aliás, como diz a dona Mara (avó da Mag): … olha só, ela só falta falar. Com vocês é claro!.
A Mag trata-se de uma "cachorrinha” Américan Staffordshire Terrier, de um ano e três meses. Acontece que seu espírito é de Poodle.
Na verdade, ela pertence aos nosso Projeto de genro (agora, já que atrasei esta postagem, confirmado oficialmente desde o último fim de semana como noivo) e à nossa filha. Mas a Mag vive, por circunstância da avó, que não permite que a levem, afinal, podem não tratá-la como uma Américan. Até porque fazem parte dos mimos comuns à dona Mag, às vezes, dormir conosco ou outras vezes em sua casinha, que fica posicionada na Edícula, protegida das intempéries e com vista privilegiada de diversos ambientes de nossa casa, ou seja, como se estivesse em seu quarto privativo.
Quando eu passo entre os carros na garagem ou pelas portas da sala e vejo a Mag, meiga, a descansar em sua casinha, me pego a pensar: tadinha, ali sozinha e sem companhia. Ela deve ficar triste em nos ver aqui dentro e ela presa na rua.
Então…
Neste último fim de semana, ao amanhecer, após colocá-la no lado de fora, afinal, com a tormenta que fez durante toda noite, ela precisava dormir com os “avós”, me peguei a pensar invertido: o que será que a Mag, ao nos ver “presos” aqui dentro, fica a pensar de nós? Possivelmente ela pense: coitados, presos ai dentro, sozinhos e sem a minha companhia. Eles devem ficar tristes em me ver aqui, livre e eles presos ali dentro.
Enfim, os animaizinhos de estimação têm sentimentos e parecem ter inteligência.
Pois é, quem entre estes personagens é o mais triste?
Quem está certo ao pensar as mesmas coisas: eu ou a pequena Mag?
O fato é que nossa racionalidade de seres humanos, teoricamente os únicos animais que desenvolvem a capacidade de pensar racionalmente, perdemos com o tempo a sensibilidade de compreender a natureza das coisas e da vida.
Nós, em geral, nos distanciamos das coisas que nos são essenciais, atribuindo maior valor a coisas muitas vezes supérfluas porque nos agregam valores, que muitas vezes são subliminares. Esta realidade, característica, dos seres humanos, talvez possa, a partir de uma lógica natural, ser contestada e questionada de forma muito parecida com a que fez a dona Mag ao entristecer-se por nos ver presos dentro de casa, após o temporal.
Aliás, como diz a dona Mara (avó da Mag): … olha só, ela só falta falar. Com vocês é claro!.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Estratégias para o modal ferroviário
Os trechos de linhas para trens regionais no Brasil, potencialmente estratégicos, estão contido no Planos de Revitalização de Ferrovias do Governo Federal, através do Projeto Trens Regionais.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), avalia que trechos regionais podem proporcionar acelerador de indução ao desenvolvimento para as regiões onde eles estiverem instalados e por isso, está providenciando os estudos de viabilidade técnica, econômica, ambiental e jurídico para utilização de linhas de trens regionais para o transporte intermunicipal de passageiros.
A ideia, para a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros Sobre Trilhos (ANPTrilhos), é que no estudo estejam indicadas as ações necessárias entre os diversos atores nas esferas de governo, iniciativa privada, instituições de financiamento e agências competentes.
Entre os 14 trechos pré-selecionados para a elaboração dos estudos de viabilidade, não consta o trecho que compreende a Ferrovia Litorânea, portanto, nem o corredor portuário catarinense, o que por si só, já deveria ser um sinal de alerta e mobilização à categoria política com representação nas esferas de poder municipal, regional, estadual e federal, no Congresso Nacional.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), avalia que trechos regionais podem proporcionar acelerador de indução ao desenvolvimento para as regiões onde eles estiverem instalados e por isso, está providenciando os estudos de viabilidade técnica, econômica, ambiental e jurídico para utilização de linhas de trens regionais para o transporte intermunicipal de passageiros.
A ideia, para a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros Sobre Trilhos (ANPTrilhos), é que no estudo estejam indicadas as ações necessárias entre os diversos atores nas esferas de governo, iniciativa privada, instituições de financiamento e agências competentes.
Entre os 14 trechos pré-selecionados para a elaboração dos estudos de viabilidade, não consta o trecho que compreende a Ferrovia Litorânea, portanto, nem o corredor portuário catarinense, o que por si só, já deveria ser um sinal de alerta e mobilização à categoria política com representação nas esferas de poder municipal, regional, estadual e federal, no Congresso Nacional.
|
Estado
|
Trecho
|
Quilometragem
|
|
SE
|
São
Cristóvão - Aracajú – Laranjeiras
|
40
km
|
|
PR
|
Londrina
- Maringá
|
122
km
|
|
RS
|
Bento
Gonçalves - Caxias do Sul
|
65
km
|
|
PE
|
Recife
- Caruaru
|
139
km
|
|
RJ
|
Campos
- Macaé
|
94
km
|
|
MG
|
Belo
Horizonte - Ouro Preto / Cons. Lafaiete
|
149
km
|
|
SC
|
Itajaí
- Blumenau - Rio do Sul
|
146
km
|
|
RS
|
Pelotas
- Rio Grande
|
52
km
|
|
SP
|
Campinas
- Araraquara
|
192
km
|
|
RJ
|
Santa
Cruz - Mangaratiba
|
49
km
|
|
MG
|
Bocaiúva
- Montes Claros - Janaúba
|
217
km
|
|
SP
|
São
Paulo - Itapetininga
|
199
km
|
|
BA
|
Conceição
da Feira - Salvador - Alagoinhas
|
238
km
|
|
MA/PI
|
Codó
– Teresina - Altos
|
205
km
|
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Assédio ao trabalho
Recebi de uma amiga, dedicada trabalhadora da educação e estudiosa das relações pessoais, o pensamento que entendi ser adequado ao compartilhamento neste nosso ambiente de compartilhamento.
“A violência no trabalho, no entanto, ao exaurir, em plenitude, a finalidade humanizadora dessa atividade, aniquila-lhe o significado de garantia de reconhecimento de uma posição social e jurídica, revelada num espaço de conquista e exercício de cidadania.
A atual organização do trabalho impõe novos riscos aos trabalhadores, o que gera distúrbios mentais e psíquicos, explicitados na pressão e opressão para produzir e ultrapassar as metas pré-determinadas. Aos trabalhadores é exigido ritmo intenso em jornadas prolongadas; fazer mais com menos pessoas e em ambiente de competitividade acentuada.
Para garantir o emprego, nesse contexto mutante, o empregado tem que se esforçar de diversas formas: buscar qualificação, mostrar resultados, apresentar um bom relacionamento interpessoal, dentre outros desafios. No entanto, há ocasiões em que ele se sujeita a situações constrangedoras, antiéticas, antiprofissionais e que vão contra seus valores mais intrínsecos e básicos para conseguir se manter vinculado formalmente a uma organização. Se essa situação se torna constante e recorrente, podemos denominá-la de assédio moral.”
Deste artigo, fica a reflexão pessoal, para qual gostaria de ter a complementação de cada colega, de cada estudante de meu grupo de estudos em gestão de micro e pequenas empresas, do grupo de pesquisa em desenvolvimento regional e de cada visitante a este nosso ambiente.
“A violência no trabalho, no entanto, ao exaurir, em plenitude, a finalidade humanizadora dessa atividade, aniquila-lhe o significado de garantia de reconhecimento de uma posição social e jurídica, revelada num espaço de conquista e exercício de cidadania.
A atual organização do trabalho impõe novos riscos aos trabalhadores, o que gera distúrbios mentais e psíquicos, explicitados na pressão e opressão para produzir e ultrapassar as metas pré-determinadas. Aos trabalhadores é exigido ritmo intenso em jornadas prolongadas; fazer mais com menos pessoas e em ambiente de competitividade acentuada.
Para garantir o emprego, nesse contexto mutante, o empregado tem que se esforçar de diversas formas: buscar qualificação, mostrar resultados, apresentar um bom relacionamento interpessoal, dentre outros desafios. No entanto, há ocasiões em que ele se sujeita a situações constrangedoras, antiéticas, antiprofissionais e que vão contra seus valores mais intrínsecos e básicos para conseguir se manter vinculado formalmente a uma organização. Se essa situação se torna constante e recorrente, podemos denominá-la de assédio moral.”
Deste artigo, fica a reflexão pessoal, para qual gostaria de ter a complementação de cada colega, de cada estudante de meu grupo de estudos em gestão de micro e pequenas empresas, do grupo de pesquisa em desenvolvimento regional e de cada visitante a este nosso ambiente.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Impostos e sonegação em nossas vidas
Olá...
Estimulado por uma entrevista ao Programa Vera Mendonça, da Rádio BAND AM, além de meu sistemático acompanhamento às ações lideradas pela AJET, relacionadas ao intransigente combate aos impostos praticados no Brasil, encontrei inspiração ao post desta semana.
Não há mais novidade em afirmar que a carga tributária brasileira é incompatível com a realidade do país, que ela eleva substancialmente os custos dos produtos aqui consumidos, que contribui desfavoravelmente à inflação e ao custo de vida para aqueles que aqui vivem, que se traduz em uma fórmula mascarada de custear as operações dos governos em todas as esferas da administração pública brasileira e que, por isso, não é combatida com rigor pelas autoridades, inviabilizando a competitividade do produto brasileiro, resultado do suor e do esforço de milhares de trabalhadores e empresários por todo Brasil.
A síntese da consequência, do efeito de tudo isso na origem da produção no País é sobre o preço superior aos 50% em todos os produtos brasileiros, transferidos ao consumidor final na boca do caixa ao quitar suas faturas. Disso, todos já estamos conscientes e cansados de saber.
Pra se ter uma ideia mais precisa da dimensão sobre o que estamos aqui neste ambiente refletindo, se considerarmos a AMUREL, 15.000 empresas, faturam em impostos de ICMs, R$ 150.000.000,00 mensalmente. Este foi o dado sobre o qual me atualizei na entrevista no Programa Vera Mendonça.
O número, atualizado, é este mesmo?
É muito?
É pouco?
Não sei!
O fato é que este volume de recursos se traduz em custos adicionados ao produto final, somando-se a outros impostos municipal e federal, que se refletem no preço de produtos colocados nas prateleiras a disposição, para serem comprados por nós.
Ao empresário, incapaz de reagir isoladamente contra esta ação de governo, resta-lhe observar a competitividade de seus produtos e de sua força de produção, juntamente com as margens de lucro corroendo-se gradualmente frente a um Mercado concorrente com produtos nas mesmas condições com preços bastante inferiores, por estarem desonerados de tributos tão fortes. Como consequência, acontece em boa parte a sonegação, enfim, o peso sobre o produto final e sobre o bolso do consumidor é muito alto.
Particularmente, eu sou daqueles que resisto, ainda, aos CDs e DVDs do camelô. Não comprei vinhos ou Whisk trazidos do Paraguay ou de Jaguarão, alias, não conheço Jaguarão. Não instalei ainda a Sky Gato e não compro nem estimulo meus familiares e amigos a comprarem tênis ou roupas em “lojinhas” sem identificação de procedência de suas mercadorias. Mas até quando vou permanecer vivo, como um dinossauro, negando a diferença fundamental que este mercado gera sobre a renda da população e da família?
Na real, os impostos cobrados no Brasil, pela União, pelos Estados e nos municípios é alto e o índice de retorno sobre eles em benefício da população é muito inexpressivo. Saúde, educação, bem-estar, agricultura e mobilidade urbana, pelo volume dos impostos que recolhemos, direta ou indiretamente, precisariam ser melhor aplicados, e a sensão de retorno em benfeitorias por parte da população, de cada cidadão, precisaria ser mais compatível com os níveis destes impostos comprados, daí, talvez, houve uma compensação, pelo menos admissível, pelo custo Brasil.
E você, que compartilha com a gente deste ambiente de relacionamento, o que acha disso tudo em sua vida?
Estimulado por uma entrevista ao Programa Vera Mendonça, da Rádio BAND AM, além de meu sistemático acompanhamento às ações lideradas pela AJET, relacionadas ao intransigente combate aos impostos praticados no Brasil, encontrei inspiração ao post desta semana.
Não há mais novidade em afirmar que a carga tributária brasileira é incompatível com a realidade do país, que ela eleva substancialmente os custos dos produtos aqui consumidos, que contribui desfavoravelmente à inflação e ao custo de vida para aqueles que aqui vivem, que se traduz em uma fórmula mascarada de custear as operações dos governos em todas as esferas da administração pública brasileira e que, por isso, não é combatida com rigor pelas autoridades, inviabilizando a competitividade do produto brasileiro, resultado do suor e do esforço de milhares de trabalhadores e empresários por todo Brasil.
A síntese da consequência, do efeito de tudo isso na origem da produção no País é sobre o preço superior aos 50% em todos os produtos brasileiros, transferidos ao consumidor final na boca do caixa ao quitar suas faturas. Disso, todos já estamos conscientes e cansados de saber.
Pra se ter uma ideia mais precisa da dimensão sobre o que estamos aqui neste ambiente refletindo, se considerarmos a AMUREL, 15.000 empresas, faturam em impostos de ICMs, R$ 150.000.000,00 mensalmente. Este foi o dado sobre o qual me atualizei na entrevista no Programa Vera Mendonça.
O número, atualizado, é este mesmo?
É muito?
É pouco?
Não sei!
O fato é que este volume de recursos se traduz em custos adicionados ao produto final, somando-se a outros impostos municipal e federal, que se refletem no preço de produtos colocados nas prateleiras a disposição, para serem comprados por nós.
Ao empresário, incapaz de reagir isoladamente contra esta ação de governo, resta-lhe observar a competitividade de seus produtos e de sua força de produção, juntamente com as margens de lucro corroendo-se gradualmente frente a um Mercado concorrente com produtos nas mesmas condições com preços bastante inferiores, por estarem desonerados de tributos tão fortes. Como consequência, acontece em boa parte a sonegação, enfim, o peso sobre o produto final e sobre o bolso do consumidor é muito alto.
Particularmente, eu sou daqueles que resisto, ainda, aos CDs e DVDs do camelô. Não comprei vinhos ou Whisk trazidos do Paraguay ou de Jaguarão, alias, não conheço Jaguarão. Não instalei ainda a Sky Gato e não compro nem estimulo meus familiares e amigos a comprarem tênis ou roupas em “lojinhas” sem identificação de procedência de suas mercadorias. Mas até quando vou permanecer vivo, como um dinossauro, negando a diferença fundamental que este mercado gera sobre a renda da população e da família?
Na real, os impostos cobrados no Brasil, pela União, pelos Estados e nos municípios é alto e o índice de retorno sobre eles em benefício da população é muito inexpressivo. Saúde, educação, bem-estar, agricultura e mobilidade urbana, pelo volume dos impostos que recolhemos, direta ou indiretamente, precisariam ser melhor aplicados, e a sensão de retorno em benfeitorias por parte da população, de cada cidadão, precisaria ser mais compatível com os níveis destes impostos comprados, daí, talvez, houve uma compensação, pelo menos admissível, pelo custo Brasil.
E você, que compartilha com a gente deste ambiente de relacionamento, o que acha disso tudo em sua vida?
terça-feira, 1 de outubro de 2013
O que será do futuro da humanidade sobre o Planeta Terra?
Olá!
Vou aproveitar este fim de manhã chuvoso, enquanto aguardo o almoço que saíra dentro de uns 45 minutos, para elaborar a reflexão que marca meu retorno ao meu Blog: ideias&ideais.
Vou aproveitar a simbologia do retorno para compartilhar uma reflexão que vim fazendo durante esta semana entre um encontro e outro com diversos investidores e performadores de fundos de investimentos.
Imagina, com esta gente altamente pragmática, fiquei pensando no futuro da humanidade enquanto o pensamento hegemônico segue sendo o capital e o material.
Você já pensou, ou sabe me informar, quanto peso o nosso Planeta Terra suporta sobre si? Eu nunca ouvi falar sobre isso, mas tenho certeza que o Planeta, como todo corpo, tem um limite máximo de tolerância.
Fui mais longe em meus pensamentos.
Quanta água para consumo humano e dos seres vivos ainda temos em nossas nascentes e veios d’água?
Qual a capacidade da Terra em produzir alimentos para os seres vivos? Será infinita!
O que eu sei é que este Planeta em que vivemos e nos foi dado de graça, está completando quase 5 bilhões de anos e tem uma expectativa de vida de mais 5 bilhões.
Durante esta primeira metade da vida do Planeta, nós, Seres Humanos, apenas o agredimos, sem nos preocuparmos em preservá-lo como condição essencial à vida sobre ele.
A natureza nos foi generosa e entre os seres vivos escolheu a nós para dotar-nos de inteligência, contudo, perdemos a percepção e o tato do convívio com a natureza e com os demais Seres Vivos. Disso, decorreu nossa incapacidade de perceber que estamos destruindo as condições básicas e essenciais da vida onde vivemos, sem, contudo percebermos que estamos decretando o fim da vida, nossa e de todos os demais Seres Vivos.
Permito-me inferir que este é um fenômeno que se dá no âmbito desta sociedade capitalista e materialista, pois em breve, é possível deduzir que o acesso às condições mínimas essências à vida estarão sendo comercializadas, e o mais grave, que o acesso a estas condições, na origem universal aos seres vivos, será elitizado para além das condições de pagamento, às raças escolhidas.
Isso tudo pode ser um delírio meu? Claro, contudo, as evidências mostram que estamos, acredito que involuntariamente, caminhando cada vez mais rápido para tornar este delírio uma realidade presente em nossas vidas.
O que você acha desta viagem?
Contribua conosco neste canal.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Desafios de um legado
Olá pessoal,
No post anterior descrevemos os investimentos que o Governo de Santa Catarina está começando a fazer no Estado com recursos do Pacto por Santa Catarina: Projeto Educação.
Demonstramos que são ações estruturantes e de ajustes importantes para a consistência da estrutura e infraestrutura educacional para um Estado que é referência para o Brasil em educação de qualidade e que se propõe a transformar-se em um Estado de excelência em inovação. Isso só se dá através da educação pertinente. Aliás, termo adotado pelo reitor eleito da Unisul, professor Salésio Herdt, para orientar sua gestão.
Em um dos comentários que recebi ao post, através de diversas mídias distintas, o autor, um jovem e promissor profissional da área de tecnologia da informação (Rafael Mayer), chamou atenção para a necessária relação entre os investimentos, as tecnologias e o preparo metodológico dos professores para o uso adequado destas metodologias. Isso, sem dúvida, é essencial; e o Rafael talvez tenha abordado o fator chave de sucesso em relação aos investimentos tecnológicos em metodologias educacionais.
Associado ao comentário do Rafael, o artigo A educação no século XXI: globalização, inovação e destruição criadora, publicado no jornal O Estadão, por Newton Campos em sua coluna semanal, provocou reflexões sobre o tópico: os formatos e as metodologias do futuro, despertando-me a decisão de seguir pensando em nosso ambiente de compartilhamento de ideias&ideais, sobre o tema tecnologias e metodologias educacionais, pois se constitui em um dos assuntos essenciais ao futuro das futuras gerações desta nação e do Mundo.
Neste contexto da educação contemporânea, permeada por distintas tecnologias de comunicação, lembra Newton que a instituição de grupos de discussão sobre como deverá ocorrer a troca de conhecimento entre professores e alunos neste cenário de novas tecnologias educativas, que invade nossos lares e escolas, torna-se imprescindível que a escola e o processo de ensino aprendizagem se deem com eficácia e resolutividade.
Que conteúdo será lecionado em que formato? Para quais tipos de matéria vale a pena utilizar tecnologias móveis? Quais matérias serão mais bem compreendidas se aprendidas através de um videogame? Estas se constituem em perguntas ainda sem respostas. Contudo, são temas e situações problema relacionados ao processo educacional que estará na mesa do educador consciente, lembra e nos alerta Newton. Estes estão entre os pontos essenciais que despertamos em nosso post da semana passada e constitui-se no alerta do comentário que nosso companheiro de Blog Rafael nos chamou atenção.
Corrobora com esta situação aqui discutida, o resultado das pesquisas que indicam que, até o ano de 1990, os adultos norte-americanos conseguiam concentrar-se por até 18 minutos em uma pessoa falando ininterruptamente. Entre 1990 e o ano 2000, este tempo caiu para aproximadamente 12 minutos e atualmente esta tolerância encontra-se em apenas 8 minutos. Na média, a partir deste oitavo minuto, a audiência começa a verificar seus celulares e computadores (inclusive para procurar mais informações sobre o que está sendo exposto). Portanto, a lógica e a engenharia da “aula” precisa ser alterada substancialmente, tenha ou não o uso de tecnologias de comunicação apoiando o processo educativo nos diversos ambientes de aprendizagem.
De toda esta discussão, em parte futurista, ficam algumas certezas que impactam fortemente sobre a relação de aprendizagem entre professor e aluno:
1. A relação de aprendizagem professor e aluno precisa mutar para um processo de aprender-aprender.
2. A obrigatoriedade da presença física para que haja troca de conhecimentos deixa de ser essencial. Assume seu lugar muitos e diversificados canais de comunicação.
3. Os ambientes de aprendizagem diversificam-se e o aprendizado ganha uma nova dinâmica múltipla: encontros síncronos, presença múltipla de diversos atores, encontros on line e off line, debates, foros baseados em texto, vídeos e áudios, simuladores que misturam decisões individuais e coletivas. Em síntese, o segredo de sucesso está nas múltiplas combinações de ferramentas pedagógicas, com auxílio tecnológico. Em alguns casos, o processo de aprendizado impõe e as tecnologias permitem particularizar o processo, inclusive a avaliação processual.
O fato é que a universidade e o professor poderão adaptar a metodologia escolhida ao perfil do aluno, tornando a “aula” particular, contudo no grupo.
E você meu companheiro deste Blog, o que acha desta viagem ao futuro que nos pertence e que será a base do futuro que deixaremos para as próximas gerações?
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